Moacir Pereira

Notícias, comentários e análises sobre política, economia, arte e cultura de Santa Catarina com o melhor comentarista politico de Santa Catarina. Fundador do Curso de Jornalismo da UFSC. Integrante da Academia Catarinense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, é autor de 53 livros publicados.


Presidente da Fecomércio: “É inadmissível o fechamento do comércio”.

Bruno Breithaupt afirma que contaminações ocorrem em festas e aglomerações

O presidente da Fecomércio-SC analisa a situação do coronavirus em Santa Catarina, considera inaceitável a proposta de novo lock down, defende maior conscientização da população e mais fiscalização contra aglomerações.

Bruno garante que comércio adota rigorosos protocolos – Foto: ArquivoBruno garante que comércio adota rigorosos protocolos – Foto: Arquivo

Qual a posição da Fecomércio sobre a proposta de fechamento do comércio?
É inadmissível uma proposta que vá nesse sentido. O setor de comércio e serviços tem adotado os protocolos recomendados pela autoridade sanitária, prezando pela segurança de clientes e colaboradores e não é o vilão dessa história. Setores importantes para a nossa economia vem tendo prejuízos enormes desde o início da pandemia e um novo fechamento seria fatal para eles.

O que é preciso fazer para conter o avanço do contágio em SC?
É preciso aumentar a conscientização da população de que a pandemia ainda não acabou, mas acima de tudo é preciso aumentar a fiscalização para conter as aglomerações que acontecem a margem das normas sanitárias e de forma clandestina. Não é possível que as empresas que estão tomando as medidas para preservar a saúde paguem o pato por irresponsabilidades de terceiros. Esperamos também que o Estado consiga viabilizar o mais rapidamente possível o plano de vacinação para que a economia volte aos trilhos.

A Federação tem dados sobre empresas fechadas, falidas ou em situação precária no comercio de SC?
Não possuímos dados exatos no momento, mas o que pode se observar em dados oficiais foi de um grande fechamento de empresas, mas também de uma grande constituição de novas empresas. Essa constituição foi puxada principalmente por Micro Empresas Individuais, o que pode mostrar uma saída para as pessoas que perderam emprego durante a pandemia. Isso nos leva a crer também que o impacto das empresas fechadas é maior do que as novas, considerando que as primeiras empregavam mais trabalhadores, tendo um impacto social considerável.