Procon SC estuda abrir processo contra bancos devido ao horário de atendimento reduzido

Recomendação para que clientes evitassem o deslocamento às agências bancárias veio em março do ano passado

O Procon de Santa Catarina estuda abrir um processo coletivo contra os bancos. Isso porque há inúmeras reclamações em relação ao horário de atendimento das agências, que foi reduzido em função da pandemia de Covid-19.

Pesquisa do Procon constata diferença de 215% nos preços das tarifas de instituições bancárias do Estado – Foto: Foto: Cristiano Estrela/SecomPesquisa do Procon constata diferença de 215% nos preços das tarifas de instituições bancárias do Estado – Foto: Foto: Cristiano Estrela/Secom

A recomendação para que clientes evitassem o deslocamento às agências bancárias veio em março do ano passado. Eles não foram os únicos a alterar a rotina de trabalho e o horário de atendimento por causa da pandemia, mas são um dos poucos serviços essenciais que mantêm o período de funcionamento reduzido até os dias de hoje.

Para o Sintrafi (Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Fpolis e Região), ainda não é o momento de voltar à normalidade.

“A pandemia ainda não acabou. Essa questão da redução do horário de atendimento nos bancos é um cuidado não só com a categoria bancária, mas um cuidado também com as pessoas que utilizam o serviço bancário e vão até as agências bancárias. Ainda mais que as agências bancárias são ambientes fechados, propícios para a propagação do vírus. Então, quanto mais nós pudermos evitar aglomerações nesses espaços é melhor para todo mundo”, explicou o presidente do sindicato, Cleberson Pacheco Eichholz.

Para assegurar a prestação de serviços, o setor recomenda a utilização de canais digitais para evitar a exposição desnecessária em locais fechados. Segundo Eichholz, “o índice de infecção dentro das agências bancárias é muito maior do que a gente tem visto na média da sociedade. Nós temos hoje menos de 20% da população infectada com o vírus e dentro da categoria bancária esse índice ultrapassa os 40%”.

Desde o início da pandemia, as agências bancárias funcionam das 9h às 10h exclusivamente para grupos prioritários e das 10h às 14h para o público em geral. A única exceção é a Caixa Econômica Federal, que tem horário diferenciado por conta do pagamento do auxílio emergencial.

Por meio de nota, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) disse que ainda não há previsão de retorno ao antigo horário de atendimento.

Quem se sentiu prejudicado procurou ajuda do Procon do Estado. “Os serviços estão precários. O consumidor não está sendo atendido conforme a Lei 699, de 2002, que institui os 15 minutos de atendimento. Há por parte do banco uma desobediência da lei”, avaliou o diretor da instituição, Tiago Silva.

O órgão chegou a notificar o Banco Central no início do ano e agora quer abrir um processo administrativo coletivo.

Segundo o diretor do Procon/SC, “a finalização do processo administrativo, que está aberto desde o começo do ano, chegou agora na fase final porque nós coletamos várias informações, vários consumidores que estavam aguardando para ser atendidos mais de duas horas em filas. Aglomerações em frente às agências bancárias. Chegou a hora dos bancos voltarem a sua normalidade e respeitarem a lei dos 15 minutos. Essa lei não está sendo respeitada. Por isso, o Procon vai tomar as decisões que precisam ser tomadas para que os bancos voltem imediatamente”.

Saiba mais sobre o assunto na reportagem do ND Notícias.

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