Proteção total à saúde do trabalhador

Agroindústria brasileira desenvolve produto de alta qualidade no mercado mundial há mais de 60 anos

Estado está em segundo lugar no país na produção e exportação de aves – Divulgação/ND

A agroindústria brasileira, ao longo de mais de 60 anos, vem desenvolvendo um produto de alta qualidade no mercado mundial, e assim é reconhecida. Os pioneiros do agronegócio na produção nacional de aves e suínos são empresas que surgiram em Santa Catarina e se tornaram empresas globais. As cadeias produtivas da avicultura e da suinocultura catarinense situam-se entre as mais avançadas do planeta.

O setor se especializou em um tripé que o levou ao topo do mercado global de proteína animal. Fazem parte deste tripé a sanidade, nutrição e genética. No aspecto sanitário, o Estado foi pioneiro na erradicação da febre aftosa sem vacinação do rebanho em suínos e na eliminação de doenças em aves e detém um monitoramento rigoroso de suas ações junto ao poder público em interação constante para manutenção do status sanitário concedido pela OIE. Quanto à nutrição as agroindústrias desenvolveram rações balanceadas para a alimentação dos animais fazendo com que o aproveitamento energético destes traga um produto nutritivo e saudável. Por fim, o melhoramento genético da cadeia produtiva fez com que o rebanho de suínos e aves seja de excelência, inclusive com a exportação de matrizes.

Além da qualidade dos animais é importante destacar toda a logística envolvida na produção, desde homem do campo que produz os insumos da alimentação como milho, por exemplo, bem como os criadores de animais no sistema de cooperação e integração.

Outro aspecto relevante para o sucesso do setor é, sem dúvida, a produção industrial que atualmente possui em Santa Catarina mais de 60.000 empregados diretos, 480.000 postos de trabalho indiretos, produzindo em torno de 3 milhões de aves e 30 mil suínos por dia, respondendo por 34% do PIB de Santa Catarina. O setor representa praticamente 67% de toda a exportação do Estado e envia seu produto para mais de 190 países.

O Brasil atualmente é 1° produtor e exportador de aves em escala mundial e o 4° maior produtor e exportador de suínos, sendo que a carne suína é a proteína animal mais consumida no mundo. Santa Catarina ocupa o topo brasileiro em produção e exportação de carne suína e o 2° lugar na produção e exportação de aves.

Todo esse sucesso se deve sempre ao esforço conjunto de empregados, que trabalham em um ambiente de extrema segurança para sua saúde, empresas que investem no desenvolvimento de tecnologias para melhoramento de seus processos produtivos e o homem do campo que se profissionalizou, principalmente ao longo destes últimos 20 anos. Tudo isto só é possível quando há uma integração entre quem está produzindo e o mercado consumidor, que assim reconhece a produção catarinense como a melhor do mundo. Este é o compromisso do setor, ou seja, produzir com qualidade e segurança.

Santa Catarina ocupa hoje o topo brasileiro em produção e exportação de carne suína – Divulgação/ND

Proteção total à saúde do trabalhador

O setor frigorífico adotou rígidos protocolos para a segurança dos trabalhadores e dos alimentos produzidos. São procedimentos que vão desde o transporte, o acesso aos frigoríficos, vestiários, refeitórios e áreas de descanso dos frigoríficos, além de diversas medidas adotadas nas linhas de produção.

Há grande desinformação circulando neste período de pandemia, o que gera julgamentos injustos contra quem trabalha para o abastecimento e a segurança de quem produz.  Todos os cuidados tomados na prática, que deixam claro que os frigoríficos são ambientes seguros.

O setor produtivo segue a legislação e hoje tem como parâmetro adicional um protocolo aprovado cientificamente pelo Hospital Israelita Albert Einstein, um guia com 256 páginas de recomendações envolvendo todas as etapas do processo produtivo e todas as instalações das empresas.

O setor adotou medidas antes mesmo da quarentena no Brasil, intensificando os cuidados que já eram rigorosos em nosso setor. Nosso primeiro protocolo setorial é de 12 de março, um dos primeiros do país.

Foram desenvolvidos outros quatro protocolos, de acordo com os avanços nas informações disponibilizadas pelos órgãos de saúde nacionais e internacionais, como a ANVISA e a Organização Mundial da Saúde. São regramentos com bases técnicas, alicerçados com a validação de epidemiologistas, que preservam a segurança de quem atua no setor.

Alguns cuidados adotados pelos frigoríficos:

  • Afastamento de todos os colaboradores identificados como grupo de risco, intensificação das ações de vigilância ativa, com o monitoramento da saúde dos funcionários;
  • Adoção de medidas contra aglomerações em restaurantes, transportes e outras áreas. Onde foi verificada a necessidade, até catracas foram extraídas;
  • A cada pausa na produção (diversas vezes ao dia), toda a planta frigorífica é higienizada com desinfetantes apropriados, que também eliminam o coronavírus;
  • Intensificação dos processos de higiene entre os colaboradores;
  • Campanhas de conscientização interna e setorial;
  • Proteção buconasal (máscara cirúrgica), faceshield e outros, além dos habituais uniformes, luvas, máscaras e outras camadas de proteção;
  • Barreiras laterais, impedindo contato entre os colaboradores na linha de produção.
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Aniversário ND