Rede de supermercados não tem dinheiro para pagar funcionários, diz sindicato

Cerca de 60 funcionários demitidos contam com a ajuda do Sindicato dos Empregados no Comércio de Jaraguá do Sul, que preparou três medidas

A rede de supermercados Brasão/Brasa Atacadista que fechou duas das quatro lojas em Jaraguá do Sul, no Norte do Estado, pegando clientes e funcionários de surpresa, não tem dinheiro para pagar as rescisões, apurou o Sindicato dos Empregados no Comércio de Jaraguá do Sul.

As unidades do bairro Barra do Rio Cerro e Ilha da Figueira fecharam as portas este ano. As lojas do bairro Rau e da Vila Lenzi continuam abertas, mas, segundo o próprio Sindicato, tudo indica que vão fechar.

Em uma das lojas da rede brasão em Jaraguá há uma faixa “fechado para reformaEm uma das lojas da rede em Jaraguá há uma faixa “fechado para reforma”  – Foto: Fabio Junkes/OCP/Divulgação ND

“Do jeito que está, quase sem mercadoria, devem fechar também as lojas dos bairros Rau e Vila Lenzi”, confirmou Édio Giovani Gneipel, diretor do Sindicato.

Segundo ele, cerca de 60 pessoas foram impactadas com o fechamento das unidades. Para ajudá-los, o Sindicato dos Empregados no Comércio de Jaraguá do Sul já está preparando três medidas.

A primeira, que está para acontecer nos próximos dias, é a homologação das demissões com as ressalvas necessárias. A segunda é a rescisão dos contratos para que os funcionários possam sacar o fundo de garantia e darem entrada ao seguro desemprego. A terceira providência em apoio aos empregados será uma ação coletiva na Justiça a fim de buscar os valores devidos pelo empregador, a rede Brasão/Brasa Atacadista.

“Essas são as ações imediatas que estamos fazendo para ajudar o funcionários, que neste momento estão sem perspectiva nenhuma de receber os valores devidos”, complementou  Édio Gneipel.

Ainda não há um valor exato para ação coletiva, pois, segundo o diretor, há funcionários com um ano de casa, com cinco anos e casa, com dez, entre outras datas.

Outra preocupação do diretor é que alguns funcionários, especialmente os que têm menos tempo de casa, sequer têm o fundo de garantia depositado. “Vamos ver o que podemos fazer para que eles tenham acesso.”

Como os funcionários demitidos já receberam o aviso prévio, na próxima semana as rescisões devem estar encaminhadas e, já na sequência, será movida a ação coletiva.

A rede Brasão/Brasa Atacadista foi procurada pela reportagem, mas não retornou até o fechamento desta matéria. Nenhum comunicado oficial foi emitido pela empresa.

No Facebook da loja “Brasa Atacadista”, Vila Lenzi, há comentários sobre o fechamento, mas as portas continuam abertas e as ofertas sendo postadas. Um dos comentários fala em falta de dinheiro para pagar o salário dos funcionários e a rescisão, atribuindo a informação ao Sindicato.

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