Revendas de gás já fecham as portas sem receber produto em Joinville

Comércios recebem produto de Araucária e Canoas e, com bloqueio, não há estoque e risco de desabastecimento

Portões fechados, estoques quase vazios e sem previsão de receber caminhões lotados de gás de cozinha. Essa é a realidade de vários revendedores em Joinville, no Norte de Santa Catarina, nesta quinta-feira (9). O risco é de desabastecimento da população se os bloqueios continuarem.

Revendas de gás de Joinville já registram falta do produto – Foto: Sabrina Aguiar/NDTVRevendas de gás de Joinville já registram falta do produto – Foto: Sabrina Aguiar/NDTV

Em uma revenda na zona Norte da cidade, a média de venda diária é de 70 a 80 botijões, porém, o estabelecimento precisou fechar porque não recebeu a carga, que vem de Araucária (PR).

De acordo com o presidente executivo do Sinregás/SC (Sindicato dos Revendedores de Gás), Jorge Magalhães de Oliveira, o Estado é abastecido com o GLP que vem de Araucária e, ainda, de Canoas (RS), já que não há produção em Santa Catarina.

Ele explica que o GLP só pode ser armazenado em pequenas quantidades até por segurança e, por isso, a capacidade de autonomia não é alta e, com alguns dias, o mercado pode começar a ter problemas de desabastecimento.

Ele afirma que o monitoramento é constante e, com os bloqueios nas rodovias em Joinville e região, já há revendas sem gás. Ele alega que ainda não há risco geral de desabastecimento, no entanto, faz o alerta. “Se o transporte for retomado entre hoje e amanhã não vemos que poderá ocorrer desabastecimento, pode acontecer dificuldade em algumas localidades pontuais. Se caso isso perdurar, a partir de segunda-feira (13) começamos a ter problema no mercado, se reabrir entre hoje e amanhã volta ao normal”, finaliza.

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Economia SC

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