Safra da tainha fica abaixo do esperado, mas agrada pescadores de Santa Catarina

Expectativa era superar os números da temporada passada, quando foram capturadas 2 mil toneladas de peixe

A pesca artesanal da tainha terminou oficialmente em Santa Catarina no último final de semana, com a captura de cerca de 1.850 toneladas de tainha em todo o Estado. A expectativa dos pescadores era superar a marca de 2 mil toneladas, alcançada ano passado, mas o balanço final foi positivo.

Algumas comunidades pesqueiras tiveram mais sucesso do que outras. Destaques positivos para Florianópolis, Bombinhas, Laguna, Imbituba, Palhoça e Balneário Rincão. Por outro lado, locais que costumeiramente têm boas safras ficaram aquém do esperado, como Governador Celso Ramos, Passo de Torres e Araranguá.

Praia do Moçambique foi um dos destaques da safra em Florianópolis – Foto: Divulgação/NDPraia do Moçambique foi um dos destaques da safra em Florianópolis – Foto: Divulgação/ND

Para o presidente da Federação de Pescadores de Santa Catarina (Fepesc), Ivo da Silva, havia boa quantidade de peixes no mar, mas as condições climáticas não favoreceram uma pesca mais produtiva.

“Existe todo um ritual climático que faz com que o peixe encoste na praia, mas esse ano aconteceu muito pouco. É preciso vento sul, esfriando na hora certa, e depois que o vento mude de direção para então o peixe encostar na praia”, disse da Silva. “A última vez que isso aconteceu com perfeição foi em 2015, quando foram capturadas 2800 toneladas”, lembrou.

Florianópolis premia destaques

Uma novidade na safra da tainha deste ano em Florianópolis será a realização de uma cerimônia para homenagear os ranchos que mais capturaram peixes nesta temporada. Nesta quarta-feira (4), na Prefeitura, serão homenageados, além do primeiro e segundo colocado dos ranchos, o pescador com mais idade cadastrado.

Na Capital, foram quase 217 mil tainhas capturadas de 1º de maio a 31 de julho. A praia com melhor safra foi a dos Ingleses, com 44.627 peixes, seguida por Barra da Lagoa (30.886), Praia Brava (27.908), Santinho (17.717) e Moçambique (17.699).

Pedido de mudanças

Para a temporada da tainha em 2022, a Fepesc solicitou o aumento da cota de pesca anilhada, das atuais 900 toneladas para 2.000 toneladas. “Com a cota reduzida, muitas embarcações vão ficar sem pescar”, justifica Ivo da Silva.

Além deste pedido, a Fepesc solicitou à Secretaria Nacional de Aquicultura e Pesca para que a portaria com as regras para a temporada seja publicada com 30 dias de antecedência. Este ano, ela foi publicada “em cima da hora”.

“Os pescadores precisam prepara as embarcações, adequá-las às regras. Sem a portaria e as licenças, acaba gerando muita dúvida e correria no início da safra”, comenta o presidente da Fepesc.

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Economia SC

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