Saiba mais sobre os sete princípios que regem as cooperativas e fortalecem os cooperados

Os princípios das cooperativas são guias que regem o funcionamento do movimento cooperativista em todo o mundo

O país tem 6.828 cooperativas registradas em diversos ramos de atuação. Todas são pautadas pelos mesmos princípios. São eles: adesão livre e voluntária; gestão democrática; participação econômica dos cooperados; autonomia e independência; educação, formação e informação; intercooperação e interesse pela comunidade. 

Intercoperação – Sicoob Advocacia em ação de apoio à Coepad – Foto/Reprodução: NDTVIntercoperação – Sicoob Advocacia em ação de apoio à Coepad – Foto/Reprodução: NDTV

Sem distinção por raça, classe, ideologia ou crença, as pessoas podem se tornar cooperadas desde que estejam dispostas a assumir as responsabilidades dentro da cooperativa. Este é o primeiro princípio, as cooperativas devem ser organizações abertas para todas as pessoas participarem livre e voluntariamente. 

O segundo princípio é focado na gestão da cooperativa. Todos os cooperados controlam e tomam as decisões que sejam boas para todos por meio de assembleias. Os representantes oficiais também são eleitos pelos cooperados. 

As cooperativas só existem com a participação dos cooperados e o terceiro princípio é direcionado à participação econômica dos cooperados. Todos contribuem de  maneira equitativa e controlam democraticamente o capital de cada cooperativa. 

Todas as cooperativas, independente do seu ramo são de ajuda mútua e controle dos próprios membros. No caso de relações com outras organizações, ou até o governo, as cooperativas devem assegurar de que os membros mantenham o controle democrático, a independência e a autonomia, sendo assim o quarto princípio. 

O quinto princípio está relacionado à educação, formação e informação de todos os cooperados, representantes eleitos, executivos e empregados da cooperativa para que assim possam contribuir para o seu desenvolvimento. 

Uma cooperativa é composta pela associação de pessoas, mas além disso existe o movimento entre as próprias cooperativas fortalecendo o movimento cooperativista não só na comunidade, mas também no país e no mundo. Por exemplo, uma cooperativa de agropecuária, para entregar seus produtos a uma cooperativa de consumo, utiliza os serviços de uma cooperativa de transporte. Logo, este é o sexto princípio, a intercooperação.

A história das cooperativas nasceu dentro de uma comunidade que passava por dificuldades e um dos princípios que permanece até os dias atuais é de que as cooperativas devem contribuir com a comunidade na qual estão presentes. Atualmente elas fazem isso por meio de políticas aprovadas pelos membros. Este é sétimo e último princípio.

Direção do Sicoob Advocacia desta importância da intercooperação e apoio à comunidade

As cooperativas de crédito, que oferecem os mesmos produtos e serviços de um banco, também são regidas por esses princípios. O foco não é o lucro e sim os cooperados. “Uma cooperativa é uma sociedade de pessoas e não de capital”, diz Marco Antônio Mendes Sbissa, diretor financeiro do Sicoob Advocacia. 

Equipe do Sicoob Advocacia, a cooperativa de crédito específica para os advogados de Santa Catarina – Foto /Reprodução NDTVEquipe do Sicoob Advocacia, a cooperativa de crédito específica para os advogados de Santa Catarina – Foto /Reprodução NDTV

“Quando eu digo que é uma sociedade de pessoas, a pessoa, o sócio tem que ser o centro. Numa SA, você vota pelo capital, numa cooperativa uma pessoa, um voto, independente do capital que tem”, diz.

O princípio da intercooperação faz com que essas instituições cooperem mutuamente. “Como a cooperativa ela gera riqueza e trabalha para onde ela está inserida, ela se preocupa com a comunidade do entorno, auxiliando junto às escolas, auxiliando em projetos sociais de sua região, devolvendo à sociedade que ela compõe um pouco de seu resultado que a própria sociedade dá a ela”. 

Conheça a única cooperativa social de portadores de deficiência do país 

Papel reciclado que vira caderno, bloco e vários outros produtos. Tem até o papel semente, que basta jogar na terra para brotar uma nova muda. Tudo feito de forma sustentável. Esse é o trabalho da Cooperativa Social de Pais, Amigos e Portadores de Deficiência, a Coepad, fundada há 20 anos.

Coepad é a única cooperativa social de trabalho para portadores de deficiência do país – Foto/Divulgação: CoepadCoepad é a única cooperativa social de trabalho para portadores de deficiência do país – Foto/Divulgação: Coepad

É a única cooperativa social com portadores de deficiência. Eu não tenho deficiência, mas tenho uma filha deficiente. Como todo pai quando ela nasceu naquela época a gente ficava um pouco perdido. Foi aí que nós os pais começamos a procurar o que fazer, daí definimos pela cooperativa”, diz Aldo Brito, fundador da cooperativa.

O modelo de cooperativa de produção foi escolhido para valorizar os cooperados portadores de deficiência através do trabalho. “O modelo de cooperativa era no momento mais fácil de se fazer porque nós não tínhamos recurso. Aí fundamos essa cooperativa chamada de produção porque era para eles fazerem trabalhos. Tudo que é feito na cooperativa tem a participação dos cooperados”, diz Brito.

Santa Catarina tem 254 cooperativas que contam com mais de 2 milhões de cooperados. Os ramos de atuação são variados, mas todas funcionam sob os mesmos princípios: pelo bem coletivo e valorização da comunidade.

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