Moacir Pereira

moacir.pereira@ndmais.com.br Notícias, comentários e análises sobre política, economia, arte e cultura de Santa Catarina com o melhor comentarista politico de Santa Catarina. Fundador do Curso de Jornalismo da UFSC. Integrante da Academia Catarinense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, é autor de 53 livros publicados.


Salário mínimo regional: os benefícios dos acordos firmados em SC

Mantida a tradição do entendimento de alto nível entre empresários e trabalhadores

Há vários anos o Estado de Santa Catarina dá um belo exemplo para todo o Brasil com as negociações entre empresários e trabalhadores para definição dos reajustes que culminam com o acordo do salário mínimo regional.

Este entendimento elevado entre os dirigentes das Federações empresariais e de trabalhadores representa, em primeiro lugar, a prova de que o sindicalismo exercido com maturidade e sem ranços ideológicos e radicalismos partidários  só traz benefícios.

No caso concreto destes acordos firmados na sede da Fiesc, há uma dimensão social e econômica mais abrangente e, portanto, de maior significado político.   Eles beneficiam as categorias profissionais que não estão protegidas pelos sindicatos de empregados organizados, que conduzem as próprias reivindicações com a classe patronal.

Os valores estabelecidos são de R$ 1.416,00,R$ 1.468,00,  R$ 1.551,00 e R$ 1.621,00 para vigência este ano.  Portanto, remunerações bem acima do mínimo nacional.

Outro fato positivo:  mesmo que as negociações sejam longas e com amplas discussões em torno de valores para as diferentes categorias, o acordo tem resultado em uma tramitação tranquila na Assembleia Legislativa, sempre com aprovação unânime.

A propósito, o próprio presidente da Fiesc, Mário Cezar de Aguiar, fez questão de assinalar na assinatura do novo acordo que o resultado satisfaz o setor produtivo e é benéfico para os trabalhadores.

O representante dos trabalhadores, Ivo Castanheira, do Dieese-SC, seguiu na mesma linha, com uma lição que vale para outras lideranças sindicais:  “Negociação coletiva é encontrar um valor que agrade as duas partes e foi no que chegamos”.

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