Semana Santa impulsiona vendas no Mercado Público de Florianópolis

Com o aumento do movimento nas peixarias nos últimos dias, comerciantes estão confiantes em relação às vendas de pescados para consumo na sexta-feira; consumidores estão considerando os preços bons

Depois de uma Semana Santa prejudicada pelo início da pandemia em 2020, as peixarias instaladas no Mercado Público de Florianópolis estão otimistas com as vendas neste ano.

Com preço promocional, o camarão “nativo” ou de “Rio Grande” chama atenção dos consumidores, que também tem procurado por pescados tradicionais, como tainha e anchova.

peixaria; movimento; semana santa; otimismo; mercado públicoMovimento tem crescido desde a segunda (29) – Foto: Anderson Coelho/Arquivo/ND

De acordo com os comerciantes, o movimento de consumidores em busca do pescado para sexta-feira (2) – dia em que, tradicionalmente, não se ingere carne vermelha – se intensificou a partir de segunda (29).

As bancas do mercado estão repletas de opções, desde produtos de alto valor agregado, como lagostas, polvos e vieiras, até os tradicionais peixes, como tainha, anchova, tilápia, cação e corvina.

Além do preço, que varia de acordo com tamanho e local de captura, o camarão chama atenção pela variedade. O crustáceo a preço promocional é chamado de “Nativo” ou de “Rio Grande”, ou seja, é aquele que foi capturado no litoral sul gaúcho, na saída da Lagoa dos Patos.

O produto, ainda com cabeça e casca, é oferecido a R$ 20 a R$ 22 o quilo. Mas também é possível encontrar camarão já descascado e limpo com preços entre R$ 40 a R$ 60 por quilo, conforme o tamanho.

Última hora

Nesta quarta-feira (31), de acordo com os comerciantes, o movimento podia ser comparado ao de sábado, o melhor dia da semana. “Tudo esse ano comparado ao ano passado vai ser melhor, principalmente para nós que estamos vindo de seis a sete meses de prejuízo”, explica o comerciante Marcelo Jacques, da peixaria Marcelo do Chico.

Mas ele acredita que o movimento deve ser ainda maior amanhã e na sexta (2). “O brasileiro deixa tudo para a última hora, e o pessoal está mais confiante por causa da vacina”, justifica.

O comerciante chama atenção para a preferência econômica do consumidor pelo camarão. “Está mais fácil comprar camarão do que linguiça”, compara. Para Maria Fernanda da Silva Pereira, da peixaria Dededa, o movimento está “bem considerável” mesmo em meio à pandemia.

“O que mais tem saído é tainha, anchova e camarão, além de ostras, mariscos e berbigão, que são produtos típicos da Ilha. Mas sexta será o dia de maior movimento”, ressalta. A tainha pode ser encontrada a R$ 18 por quilo, enquanto a anchova é comercializada a R$ 22 por quilo.

Protocolos seguidos

A dona de casa Nilma Sarmento Curvelo, 69 anos, saiu de casa ontem pela manhã, no Pântano do Sul, Sul da Ilha de SC, para garantir os frutos do mar para a sexta (2). Nilma foi conquistada pelo preço do camarão e comprou dois quilos do crustáceo. “Vou fazer peixe à milanesa e camarão na sexta-feira”, anunciou.

A atendente Elen Teixeira da Cunha, 20 anos, também gostou do preço do camarão. Ela e a mãe costumam frequentar o Mercado Público para escolher o peixe da Semana Santa.

“Ano passado comemos peixe frito. Esse ano vamos comer camarão. O precinho estava muito bom”, justificou.

Em meio à pandemia, as peixarias disponibilizam álcool gel no balcão e os consumidores estão usando máscaras, assim como os atendentes das bancas, mas algumas pequenas aglomerações são inevitáveis em dias de movimento. Os próprios consumidores não praticam distanciamento social na hora da escolha do pescado em frente as bancas.

Totens também disponibilizam álcool gel no corredor do Mercado e funcionários de um empresa terceirizada até fiscalizam o uso da máscara nos espaços internos, mas as medidas acabam se tornando insuficientes em horários de grande fluxo de consumidores.

As peixarias abrem das 7h às 19h até amanhã, das 7h às 14h no sábado, e das 7h às 12h no domingo. A dica é chegar cedo para fazer a compra de forma mais tranquila e segura.

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