Fabio Gadotti

Comportamento, políticas públicas, tendências e inovação. Uma coluna sobre fatos e personagens de Florianópolis e região.


Setor de eventos cobra retomada das atividades em Santa Catarina

"Estamos falindo, as empresas estão quebrando", desabafa o presidente do Convention Bureau de Florianópolis, Humberto Freccia

Parado desde o início da pandemia da Covid-19, em março, o segmento de eventos está fazendo um apelo desesperado na tentativa de sensibilizar as autoridades para a liberação das atividades em Santa Catarina.

“Estamos falindo, as empresas estão quebrando, famílias sem dinheiro para comer, é muito sério. Imagina todo esse tempo sem faturar um centavo”, afirma Humberto Freccia Neto, presidente do Floripa Convention Bureau.

Em documento enviado ao governo do Estado, na última segunda-feira, o Fortur (Fórum de Turismo da Grande Florianópolis) pediu autorização para a retomada e enfatizou que o setor está preparado para operar com baixo risco, de acordo com protocolos definidos há cinco meses.

Segundo Freccia, o setor reivindica a liberação de todos os eventos, com máximo de 30% da capacidade dos estabelecimentos.

Hoje, isso depende da situação de risco de cada região: quanto maior o nível de gravidade, que vai de azul (moderado) a vermelho (gravíssimo), mais restrições.

A expectativa é que o Executivo dê uma resposta sobre o assunto nesta segunda-feira. O setor hoteleiro também aguarda um retorno sobre o pedido de abertura sem limitações durante a temporada de verão.

Praia de Canasvieiras, em Florianópolis: setor hoteleiro também pediu liberação para funcionar 100% durante a temporada de verão. – Foto: Anderson Coelho/ND

“Precisamos anunciar que estamos abertos a eventos, enquanto isso não acontecer ninguém vai olhar para Florianópolis”, alertou Freccia, destacando que há necessidade de segurança jurídica para que os calendários sejam definidos com antecedência.

“Nós somos os maiores em interessados em fazer a coisa certa”, afirma o presidente do Convention Bureau. “Estamos todos esses meses quebrando, demitindo e o vírus não deixou de circular. Estamos pagando o pato sozinhos”, disse.