João Paulo Messer

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Setor empresarial do Sul apoia desestatização do Porto de Imbituba

Extinção da SC-Parcerias significa alteração no modelo de gestão dos portos de São Francisco e Imbituba

O presidente da SC-Parcerias, Ricardo Moritz, começou por Imbituba um roteiro para acalmar os vários setores ante a informação de extinção da empresa estadual que administra os portos de Imbituba e São Francisco do Sul. Nesta quarta-feira (3) ele esteve com o prefeito Ronsevaldo Júnior, de Imbituba e com os empregados do porto. Ele segue nesta quinta-feira (4) para encontros com os prefeitos de Laguna e São Francisco do Sul.

Porto de Imbituba deve ter modificado o modelo de gestão- Foto: Julio Cavalheiro/Arquivo SecomPorto de Imbituba deve ter modificado o modelo de gestão- Foto: Julio Cavalheiro/Arquivo Secom

Enquanto no entorno do porto há resistência e preocupações em relação à medida que vai alterar o modelo de gestão, a notícia agrada o setor privado. É o caso da Associação Empresarial de Criciúma, que mesmo antes de tirar posição oficial a respeito, se manifesta através do presidente Moacir Dagostin animado com a ideia de um modelo que permita uma gestão que não seja pública, neste que é um dos mais importantes vetores da economia da região.

Do prefeito de Imbituba e dos trabalhadores do porto, Moritz ouviu muitas ponderações. A principal é sobre a manutenção dos empregos. Sem dar nenhuma garantia de que seja imposta qualquer condição ao novo administrador, lembrou que é pela qualificação que se assegura o espaço e os que conhecem o porto serão importantes, pois a ideia é desestatizar e não desativar. Deixou evidente que a decisão está tomada. O que se inicia é o processo de transição que ele estima que pode levar até dois anos.

Desde que a SC-Par assumiu a administração do Porto de Imbituba, em 2012, cerca de 120 funcionários da Companhia Docas, reclamam a falta de verbas trabalhistas. Existem decisões da Justiça que isentam o Estado e a atual administradora de responsabilidades sobre este passivo que é exclusivamente da empresa então gestora da unidade portuária.

O fato é que desde que o atual governo assumiu e por extensão promoveu mudanças que impactam a atividade no porto há reclamações, entre as quais o que seria o inchaço da estrutura. Outro fator é que a participação conselheira que as entidades empresariais tinham até então, foram extintas com a nova política de gestão estadual.

Prestes a ativar um novo terminal intermodal, fruto do consórcio de empresas, o sul do Estado se anima com a notícia de privatização do porto. Projetos desta natureza normalmente sintonizam melhor quando é do privado para o privado.