Tempestade Potira atrasa exportação de carnes de SC para África e Oriente Médio

Fenômeno climático tem causado agitação no mar, o que provocou o fechamento do canal de acesso aos portos de Itajaí e Navegantes

A tempestade tropical Potira já tem mostrado reflexos na economia catarinense. O canal de acesso aos portos de Itajaí e Navegantes precisou ser fechado, devido à agitação do mar e as ondas grandes.

Segundo o diretor geral de Operações Logísticas do Porto de Itajaí, Heder Cassiano Moritz, dois navios aguardam para poder sair do porto. Eles estão carregados com frango e carne de porco congeladas. Um deles tem como destino a Angola, país africano, e o outro deve ir para o Oriente Médio. 

Tempestade Potira já causa prejuízos na exportação catarinense – Foto: Porto de Itajaí/DivulgaçãoTempestade Potira já causa prejuízos na exportação catarinense – Foto: Porto de Itajaí/Divulgação

Neste sábado (24), uma nova avaliação das condições marítimas deve ser feita. Caso o acesso seja liberado, embarcações com contêineres devem atracar, trazendo cargas congeladas, alimentos em geral, produtos químicos, derivados de madeira ou papel, mecânicos e eletrônicos.

Prejuízos

Este é o terceiro dia com o canal de acesso fechado. Segundo Moritz, os navios parados podem ter prejuízos que giram em torno de 30 a 100 mil dólares por dia, dependendo do porte da embarcação e do tipo de carga.

Para os exportadores e importadores, os atrasos interferem na movimentação de cargas e podem refletir em prejuízos. Já para o complexo portuário, isso atrapalha planejamentos e, consequentemente, o faturamento, tanto dos terminais privados quanto públicos.

Ondas estão com mais de 2 metros no Canal de Acesso ao porto – Foto: Porto de Itajaí/DivulgaçãoOndas estão com mais de 2 metros no Canal de Acesso ao porto – Foto: Porto de Itajaí/Divulgação

Até agora, segundo Moritz, não houve congestionamento de navios. Caso o canal seja aberto ainda neste fim de semana, a expectativa é que os prejuízos sejam baixos.

Evergreen

A situação lembra o que aconteceu com o navio Ever Given, que encalhou no Canal de Suez, no Egito, durante seis dias. Segundo Moritz, a decisão de fechar o canal de acesso foi para que uma situação parecida não aconteça por aqui.

Segundo ele, o canal de acesso deve ficar fechado enquanto as ondas estejam maiores que dois metros. A decisão é tomada em conjunto, com a Marinha do Brasil, praticagem e autoridade portuária.

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Economia SC

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