Veja como está o índice de empregabilidade em Santa Catarina

Saldo de contratações permanece positivo no Estado, apesar da desaceleração. Joinville lidera a lista de geração de vagas de emprego em SC

A empregabilidade em Santa Catarina se mantém com saldo positivo, apesar da desaceleração. Em recente artigo, o Necat (Núcleo de Estudo de Economia Catarinense) da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina)  avaliou o cenário.

O artigo sobre o desemprego em Santa Catarina é assinado pelo professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais e coordenador-geral do Necat, Lauro Mattei, e pelo estudante de Ciências Econômicas Vicente Loeblein Heinen.

Para mais de 40% dos entrevistados, desemprego e saúde são prioridades do governo – Foto: Wilson Dias/Agência Brasil/Divulgação/NDPara mais de 40% dos entrevistados, desemprego e saúde são prioridades do governo – Foto: Wilson Dias/Agência Brasil/Divulgação/ND

“Nele buscamos fazer um contraponto ao discurso do governo do Estado, chegando-se ao ponto de se informar que foram criados 100 mil postos de trabalho. Mas na verdade está se acobertando o problema real: o desemprego cresceu muito no primeiro trimestre de 2021 no Estado”, declara Lauro.

No texto, os autores relatam que  o número de desempregados em Santa Catarina aumentou em 33 mil no período, chegando a 228 mil pessoas no total.

Também foi relatada uma piora na condição do emprego: a população subocupada aumentou em 23 mil indivíduos, registrando alta de 34% em relação ao mesmo período de 2020.

O artigo finaliza garantindo que, além dos 101 mil subocupados, Santa Catarina conta ainda com 122 mil pessoas na força de trabalho potencial (desejariam estar trabalhando, mas não procuraram emprego ou não poderiam assumir), sendo 40 mil delas desalentadas (quando o motivo para a não procura por trabalho é a falta de perspectiva em encontrá-lo).

Os números fazem uma análise sobre parte dos dados divulgados pelo Governo do Estado nesta semana, o de que houve a criação de quase 100 mil vagas nos primeiros quatro meses deste ano.

Com o resultado do mês passado, o Estado chegou a um saldo positivo de 98.066 postos de trabalho no acumulado do ano até aqui. Destes,  11.127 postos de trabalho foram criados no mês de abril.

Na avaliação do governador Carlos Moisés, os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) comprovam a solidez econômica de Santa Catarina, que já apresenta a menor taxa de desemprego do Brasil, com 5,3%.

Na divisão por municípios, Joinville possui o maior saldo de vagas de janeiro a abril, com 9.387. Em seguida, aparecem Blumenau (7.613), São José (4.705), Itajaí (4.575) e Jaraguá do Sul (3.913).

Estado reforça origem dos dados e faz análise dos números

Em nota, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE) pontuou que “não é responsável por gerar dados de emprego, tão pouco acoberta algo, apenas repercute os dados oficiais, sejam eles positivos e negativos, gerados pelo Ministério da Economia (Caged) e a taxa de desemprego, informalidade e desocupação gerados pelo IBGE.”

A nota prossegue lembrando que “com intuito de facilitar e dar transparência aos dados econômicos oficiais de Santa Catarina, a Secretaria elabora mensalmente o Boletim de Indicadores Econômicos-fiscais. Ainda com o intuito de dar mais visibilidade o boletim também fica disponível nos sites da Secretaria e do Governo de Santa Catarina, onde está publicado todos os boletins econômicos com informações e índices dos órgãos oficiais que se referem aos dados de Santa Catarina.”

Entre os detalhes citados sobre o documento, a nota reafirma que “o Boletim destaca os dados do IBGE onde SC tem a menor taxa de desocupação com 6,2%, sendo que a média nacional é de 14,7%. A média anual de 2020 era de 6,1%, também a menor entre os Estados. Em relação ao primeiro trimestre de 2020, a taxa cresceu 0,6 ponto percentual. São 228 mil pessoas desocupadas, ou 13 mil pessoas a mais em relação ao 1º trimestre do ano passado. Os trabalhadores na informalidade totalizaram 950,7 mil pessoas, representando 27,7% das pessoas ocupadas, percentual que se manteve como o menor entre os estados, cuja média é de 39,6%”.

Na página 22 do Boletim Econômico, frisa a Secretaria, por meio de nota, “os gráficos mostram o saldo de empregos criados no primeiro quadrimestre de 2021: 98.254 novos postos criados entre janeiro e abril de 2020”.

A nota da SDE conclui pontuando outro trecho do Boletim: “na página 25 mostra que SC está entre as 15 maiores economias do país, sendo que o estado que teve a maior taxa de crescimento do emprego formal (8,9%), e agora lidera como o estado de maior crescimento do emprego nos últimos 12 meses. Em postos gerados é o terceiro maior do País, atrás de São Paulo e Minas Gerais.”

Histórico

Segundo os dados do Caged, nos últimos 12 meses, o mês de dezembro de 2020 foi o último a registrar maior número de demissões do que admissões no Estado.

A partir de janeiro de 2021, os números se inverteram, com 128 mil contratados e 96 mil demitidos, classificando a situação com um saldo de 32 mil.

Dados apresentam níveis de empregabilidade nos últimos meses – Foto: Reprodução/CagedDados apresentam níveis de empregabilidade nos últimos meses – Foto: Reprodução/Caged

Ainda assim, os números mostram que, desde a baixa em dezembro, Santa Catarina iniciou o ano de 2021 com queda na criação de vagas.

+

Economia SC