A mão que atira a pedra

Meu amigo, minha amiga… Você já deve ter ouvido a expressão: “A mão que afaga é a mesma que apedreja!”, não é mesmo?

Divulgação / ND Online

Gerson Raul Persike

Normalmente, essa expressão é utilizada quando se quer dizer que alguém pode ser suave e bondoso em determinadas situações, mas, também pode ser agressivo ou incisivo em outras.

Até aí, tudo bem! Afinal, temos posturas diferentes em situações distintas. Não é porque você é meu amigo que eu não vou lhe criticar se eu acreditar que essa crítica lhe trará algo de positivo. Nesse caso, estarei sendo ponderado de acordo com a situação que se apresenta, o que é correto.

Por exemplo: Um pai ou mãe que não corrigem os filhos quando necessário acabam criando um sociopata, que acha que tudo pode, que todos devem concordar consigo, que são o centro do universo, estando certos ou errados.

Da mesma maneira, um amigo ou amiga que apoia o seu colega em qualquer situação, em detrimento da verdade, do que é correto ou aceitável estará, em princípio, sendo um inimigo, pois, incentivará seu amigo referendando o erro.

Mas, vamos analisar outra frase: “A mão que atira a pedra é a mesma que apedreja!”.

Puxa! Neste caso, não há perdão, hein? Onde está o afago, a serenidade, o apoio? Agora, quem atira a pedra, apedreja! Óbvio e direto!

Com essa expressão vamos, então, avaliar a postura de certas pessoas e, ainda mais, de certos líderes. Você conhece alguém, em seu círculo de contatos, que só tem palavras de ira, de raiva, de desprezo, de negatividade? Que nunca traz uma sugestão positiva e viável de ser aplicada, uma palavra de apoio, de incentivo, de alegria? Este tipo de pessoa é a que está retratada na frase: A mão que atira a pedra é a mesma que apedreja. Destes, você nunca poderá esperar solução, mas, somente, reclamação!

E quando este infeliz indivíduo é o líder de uma equipe? Aí, muito pior, porque ele irá estressar a sua equipe com cobranças desmedidas, com palavras desmotivadoras, com a falta de incentivo, com o distanciamento emocional, com o aumento de rotatividade de pessoal, com prejuízos à empresa, financeiros e de imagem, além de não conseguir obter as metas e objetivos de médio e longo prazos. Claro, afinal uma atitude muito enérgica pode, até mesmo, gerar um resultado imediato, mas, certamente não trará resultados positivos continuados. Por quê? Porque ninguém aguenta por muito tempo este perfil agressivo na liderança de uma equipe.

Se você é líder e tem este modelo de gestão, segue uma dica inteligente: Assuste a concorrência, não a sua equipe!

Os líderes positivos assumem as suas responsabilidades, sem empurrar para os outros as atitudes e ações que dele se esperam. Devem delegar com técnica e cobrar de modo profissional, mas, sempre entendendo que a responsabilidade final é dele, do líder!

Líderes que tem a mão que só atira a pedra não tem mais espaço nas Organizações de sucesso! Da mesma forma, pessoas em geral que só transmitem negatividade, irritação e reclamação acabam sendo isoladas, naturalmente, pelos demais. E, depois, não adianta reclamar… Afinal, cada um de nós deve ter o entendimento necessário para equilibrar nossas palavras e ações, agindo com sabedoria com as pessoas e situações. Assim, os resultados acontecem de forma mais harmônica, positiva e duradoura.

Uma semana de sucesso é o que vamos e merecemos ter.

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Gerson Raul Persike é um especialista em atendimento, vendas, telesserviços e preparação de lideranças empresariais. Filósofo e formado no Programa de Desenvolvimento de Dirigentes da Fundação Dom Cabral, aplica assessorias nas áreas de gestão de talentos, capacitação de lideranças e formação de equipes motivadas e produtivas. Empresário, é diretor da empresa “Comunicação & Mercado – Treinamentos Empresariais”, escritor, colunista, consultor e palestrante internacional. Efetua, também, cursos, treinamentos, palestras motivacionais, gestão e planejamentos comerciais e de atendimento para Organizações de sucesso no Brasil e exterior.