A perda da sensibilidade

Quando foi a última vez que você, meu amigo, minha amiga, usou de seu tempo para dar atenção a alguém que necessitava de um apoio, ajuda, auxílio, um ombro amigo ou um ouvido atento?

Divulgação / ND Online

Gerson Raul Persike

 

Não falo de assistencialismo barato, mas, sim, de um bem emocional muito caro: A atenção verdadeira e solícita ao outro.

Na verdade, dentro do contexto de uma sociedade já globalizada onde a tônica é o resultado e não os meios para atingi-lo seria, talvez, utópico esperar que cada um de nós pudesse “perder tempo” com o próximo. O problema é que estamos, na verdade, perdendo a sensibilidade. E, quando essa é reduzida, passamos a menosprezar os sentimentos alheios, a não considerar as opiniões do outro e a relegar a um segundo plano as noções mais básicas de cortesia e bom relacionamento.

Sim, pois basta percebermos a falta dos pequenos cumprimentos do dia a dia, a ausência de um “bom dia” quando chegamos, de um “por favor” quando nos solicitam algo, de um “parabéns” quando uma ação tem êxito e por aí vai.

A perda da sensibilidade leva a outras perdas mais perigosas ainda. Podemos, por consequência, perder a noção da indignação e, com isso, acreditarmos que tudo é normal, inclusive estupros, desvios de verbas, violência doméstica e outras barbaridades que vemos, mas, parece que não enxergamos.

Não enxergamos ou não queremos enxergar, não é mesmo? Afinal, o que eu ou você, sozinhos, podemos fazer para mudar o mundo? Bem, não quero mudar o mundo nem a estrutura do universo ou a natureza humana, mas, se pudermos fazer o que é certo dentro de nosso círculo de atuação e não permitir que o errado ganhe corpo já estaremos, então, começando uma pequena revolução do bem, sem quebra-quebra ou interesses escusos camuflados, como certas manifestações que vemos nos dias de hoje.

Então, se eu puder fazer a coisa certa e puder passar esse exemplo para outras pessoas e você fizer a mesma coisa… Puxa! Já seremos dois! E, quem sabe, logo poderemos ser três, cem, mil, um milhão de pessoas fazendo o bem.

Parece muito fantasioso, não é mesmo? Simplório, até! Mas, não é assim que as boas ideias e as boas ações começam? Com uma coisa bem simples chamada boa vontade!

E tudo passa, inicialmente, por não perdermos a sensibilidade, não permitirmos que nosso coração seja endurecido pela violência emocional que nos bombardeia todos os dias e não deixarmos, nunca, de dar atenção verdadeira aos que nos cercam.

Dessa forma poderemos alimentar um círculo de esperança que, aos poucos, pode ir aumentando seu diâmetro e atingir, cada vez, mais um maior número de pessoas. E, a partir daí, as coisas começam a mudar para melhor!

Que tal começar agora?

Uma semana de sucesso é o que vamos e merecemos ter.

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Gerson Raul Persike é um especialista em atendimento, vendas, telesserviços e preparação de lideranças empresariais. Filósofo e formado no Programa de Desenvolvimento de Dirigentes da Fundação Dom Cabral, aplica assessorias nas áreas de gestão de talentos, capacitação de lideranças e formação de equipes motivadas e produtivas. Empresário, é diretor da empresa “Comunicação & Mercado – Treinamentos Empresariais”, escritor, colunista, consultor e palestrante internacional. Efetua, também, cursos, treinamentos, palestras motivacionais, gestão e planejamentos comerciais e de atendimento para Organizações de sucesso no Brasil e exterior