Educação para consumo consciente deve começar cedo

Estratégia Nacional de Educação Financeira visa melhorar a gestão dos recursos pessoais

Estratégia da poupança

O Decreto 7.397, de 22 de dezembro de 2010, instituiu a Estratégia Nacional de Educação Financeira.  É uma preocupação de vários países, o Brasil incluído, face ao uso descontrolado do dinheiro para o consumo e não como reserva de valor. Criar uma cultura de poupança é algo que deve ser iniciado na mais tenra idade. É fundamental um projeto de lei estadual para tornar obrigatório o ensino transversal da educação econômica e financeira em nossas escolas. Não há necessidade de se criar mais uma disciplina na grade curricular. Hoje, as crianças e os adolescentes trazem para casa o que aprendem na escola e influenciam os pais.

Relação com investimentos

Há 55 anos, minha avó me deu de presente uma caderneta de poupança da Caixa. Mais do que me presentear, seu objetivo era incutir em minha mente a importância da poupança. Às vezes, por caminhos confusos, difusos, queimamos a poupança no consumo, ou em algum negócio malsucedido. Aí, percebemos que poupar é a chave para se construir uma vida melhor. O economista Eduardo Giannetti da Fonseca demonstra preocupação com os gastos dos brasileiros em viagens internacionais. Afirma que a poupança é fundamental para financiar os investimentos necessários. O Brasil investe 18% do PIB. A China, 43%.

Adimplência da classe C

São 105 milhões de brasileiros com renda entre R$1.200,00 a R$4.900,00 ávidos para ter o que sempre quiseram, mas não tinham como prover. Manter o mercado aquecido é fundamental para uma economia robusta. Contudo, atenção especial deve ser dada à inadimplência, produto do consumo não planejado. Cerca de 25% das taxas de juros é provisão para devedores duvidosos. Percebe a importância da educação econômico-financeira?

Plano Diretor

Na saída do evento realizado pela ACI, semana passada, perguntei ao prefeito de onde viriam os recursos para tornar realidade a Florianópolis do futuro. Lamentou termos perdido a sede da Copa, que seria um grande caminho. Disse que a criatividade dos próximos gestores terá que buscar os recursos.

Renda variável

Conversei com Renê Sanda, diretor de investimentos do fundo de pensão do Banco do Brasil. Presidido por Ricardo Flores, a Previ tem mais de 60% do capital investido em renda variável. Renê afirmou que o fundo está bem posicionado em Santa Catarina e que investimentos adicionais são analisados pela Invepar, que reúne, além dos recursos da própria previ, os da Petros, Funcef e OAS. O interesse é em obras de infraestrutura. Portos, aeroportos, concessão de rodovias e construção de metrôs estão na mira.

Desindustrialização

Certa vez, em uma banca de doutorado, Mário Henrique Simonsen falou para o doutorando que a tese dele tinha coisas boas e novas. “Só que as novas não são boas e as boas não são novas, afirmou o ex-ministro”. Mendonça de Barros brindou a plateia que esteve presente no debate sobre desindustrialização, na Fiesc, semana passada, com a sabedoria de um professor que conhece os lados empresarial e governamental. Ao contrário do “causo” aqui relatado, disse coisas boas e trouxe novas considerações ao debate, dentre elas a de que precisamos de um plano de curto e outro de longo termo para tornar nossa indústria competitiva.

Coisas nossas

Débora Klempous/ND

Coisas nossas

Pedrita – Legado do fundador

Paulo Gil Alves aos 10 anos ficou órfão de pai e mãe. Eram oito irmãos lutando pela sobrevivência. Estudou até a antiga 5ª série primária. Há quase 40 anos fundou a Pedrita, tradicional empresa de Florianópolis do ramo da mineração de britas. Querido por todos, construiu uma rede humana exemplar. 

Com seu falecimento em 1999, assumiu o comando Paulo Gil Alves Filho, que, assim como o pai, dedica atenção especial ao grupo de colaboradores, alguns com mais de 30 anos de casa, que foram seguidos pelos filhos, parte da nova geração da empresa. Conservador, Paulo Filho diz que herdou a imensa rede social que seu pai tão bem teceu. “Somos uma empresa genuinamente de Florianópolis”.

A visão estratégica empresarial voltou seus olhos para a usinagem de asfalto e a execução de obras na construção pesada. A duplicação da BR-101 e outras obras de envergadura impulsionaram a empresa. “Não somos os maiores, mas primamos por ser os melhores. A estrada do Rio Vermelho é um grande exemplo de que construímos com qualidade. Está lá há 30 anos” ressalta Paulo Gil.

A Pedrita e Paulo Gil Alves Filho são nossas coisas, são coisas nossas.