Em dia de correção, dólar tem maior queda diária desde maio; Bolsa sobe

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar devolveu nesta segunda (6) parte da valorização sofrida na semana passada e teve a maior queda diária desde 19 de maio, quando ainda reagia às turbulências causadas pelo vazamento da delação do empresário Joesley Batista, da JBS. A Bolsa sustentou a segunda alta seguida e recuperou os 74 mil pontos.

O dólar comercial caiu 1,45%, para R$ 3,260. Foi a maior desvalorização diária desde a queda de 3,92% registrada em 19 de maio, quando a moeda americana devolveu parte da forte alta de 8,17% do dia 18.

O dólar à vista recuou 1,19%, para R$ 3,266, também na maior queda diária desde 19 de maio, quando recuou 2,53%.

O Ibovespa, que reúne as ações mais negociadas, teve alta de 0,53%, para 74.310 pontos.

O movimento de correção do dólar ocorreu após a valorização registrada principalmente no final da semana passada, após o presidente americano, Donald Trump, indicar Jerome Powell para liderar o banco central americano após o fim do mandato de Janet Yellen, em fevereiro.

A expectativa é que Powell, diretor do Fed, dê continuidade à política de aumentar gradualmente os juros nos Estados Unidos, analisando dados de mercado de trabalho e de inflação e a recuperação econômica do país.

“O que ocorreu hoje foi uma correção do movimento de alta da semana passada, quando o dólar reagiu a dados que mostram que o mercado de trabalho americano está se fortalecendo, o que favorece a perspectiva de um aumento de juros nos EUA na reunião do Fed de dezembro”, afirma Luciano Rostagno, estrategista-chefe do banco Mizuho do Brasil.

Das 31 principais moedas do mundo, 23 ganharam força em relação ao dólar nesta sessão -o real foi a que mais se valorizou, depois de ter sido a que mais se enfraqueceu na semana passada.

O CDS (credit default swap, espécie de termômetro de risco-país) recuou 1,13%, para 171,3 pontos.

No mercado de juros futuros, os contratos mais negociados com vencimento mais curto tiveram sinais mistos. O DI para janeiro de 2018 avançou de 7,217% para 7,218%. A taxa para janeiro de 2019 caiu de 7,300% para 7,280%.

AÇÕES

No Ibovespa, 30 das 59 ações fecharam em alta -28 caíram e uma fechou estável.

As ações da Usiminas lideraram as altas, com avanço de 6,23%. Os papéis preferenciais da Eletrobras subiram 5,40%, e as ordinárias tiveram valorização de 5,28%. Em postagem em rede social, o ministro do Planejamento, Dyogo de Oliveira, afirmou que o governo federal prevê diminuir a participação acionária na estatal para menos de 40%, como parte do plano de desestatizar a companhia.

O presidente da empresa, Wilson Ferreira Jr., afirmou também que a Eletrobras deve emitir novas ações na Bolsa brasileira, nos EUA e na Europa.

Os papéis da Petrobras subiram mais de 2%, em linha com a valorização do petróleo no exterior. A commodity atingiu o maior nível desde julho de 2015 após os mercados cortarem a oferta do petróleo e depois que o príncipe herdeiro da Arábia Saudita fortaleceu seu poder, ao ordenar uma operação anticorrupção que incluiu prisões de pessoas poderosas.

Os papéis preferenciais da Petrobras avançaram 2,89%, para R$ 17,43. As ações ordinárias subiram tiveram alta de 2,20%, para R$ 18,10.

A mineradora Vale também viu seus papéis avançarem mais de 2%, seguindo a valorização de 5,81% dos preços do minério de ferro. Os papéis ordinários da Vale subiram 2,39%, para R$ 34,34. As ações preferenciais se valorizaram 2,24%, para R$ 31,89.

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