Empresa demite 100% dos funcionários do transporte coletivo de Gaspar

A justificativa do Coletivo Caturani é a falta de receita para pagar os salários dos trabalhadores diante da suspensão do serviço em virtude do coronavírus

O Coletivo Caturani, responsável pelo transporte coletivo de Gaspar, demitiu nesta quarta-feira (1) todos os 42 funcionários da empresa. A decisão foi motivada pela falta de receita para pagar os salários dos trabalhadores diante da suspensão do serviço por causa do coronavírus, justifica o gerente da empresa, Givanildo Luiz Quintino.

A estimativa é de que as verbas rescisórias com o fim dos contratos cheguem a R$ 300 mil. Em conversa com os colaboradores nesta quarta-feira (1), o Coletivo Caturani propôs efetuar os pagamentos de forma parcelada, em até seis vezes. Givanildo afirma que até mesmo para isso, a empresa vai precisar fazer empréstimo.

“Acreditamos que o transporte coletivo será um dos últimos serviços a voltar ao normal. Além disso, se precisar seguir as normas da vigilância, como circular com metade da capacidade, será inviável financeiramente, porque eu também terei que colocar mais ônibus para rodar”, pontua o gerente da empresa.

Caturani opera serviço em Gaspar desde outubro de 2016 – Foto: PMG/Divulgação/NDCaturani opera serviço em Gaspar desde outubro de 2016 – Foto: PMG/Divulgação/ND

Redução de passageiros e contrato emergencial

Segundo Givanildo, desde o início da pandemia do coronavírus até o momento da suspensão do transporte coletivo, o número de usuários já vinha caindo. Ele acredita que isso deve se manter por um período mesmo após a retomada das atividades econômicas em Gaspar. Como a única receita vem das passagens, a alternativa para manter o serviço seria um subsídio da prefeitura, no ponto de vista do gerente.

A empresa atua em Gaspar desde 4 de outubro de 2016, com contrato emergencial. O último encerrou no dia 20 de março. Em nova tomada de preços da prefeitura, apenas o Coletivo Caturani manifestou interesse em prestar o serviço na cidade. Porém, diante do avanço do Covid-19, o novo contrato não chegou a ser assinado.

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Givanildo não descarta a possibilidade de retomar o serviço na cidade, mas diz que para isso precisará renegociar valores com a prefeitura para reduzir os prejuízos. Se houver um acordo entre as partes, o gerente diz que os funcionários serão recontratados, mas de forma gradativa, conforme a demanda de passageiros.

Caso a prefeitura encontre outra empresa para operar o transporte coletivo, a empresa garantiu que os créditos nos cartões dos passageiros seguirão valendo.

Prefeitura lamentou decisão

Por meio da assessoria de imprensa, a prefeitura de Gaspar lamentou as demissões e disse que espera assinar um novo contrato com o Coletivo Caturani para restabelecer o transporte coletivo na cidade. Confira abaixo a nota na íntegra:

A prefeitura de Gaspar e a empresa Caturani estavam prestes assinar o novo contrato de prestação de serviços de transporte público antes do início da quarentena. Com a suspensão do serviço pelos decretos do Governo do Estado e sem previsão de volta, o contrato não foi assinado.

A prefeitura de Gaspar lamenta profundamente a demissão dos funcionários e reforça que, apesar de não poder interferir diretamente no acordo entre empresa privada e colaboradores, continua a negociação para que, assim que autorizado o retorno do transporte público, o contrato possa ser assinado e os serviços retomados.

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