Multiplicação de resultados em ano de recessão econômica

Resultados Digitais, de Florianópolis, projeta triplicar o número de clientes e o faturamento até o final do ano e promove um dos principais eventos de TI do Estado neste mês

Escolhida a 10ª melhor empresa de TI (Tecnologia da Informação) para se trabalhar no país, a RD (Resultados Digitais), de Florianópolis, está multiplicando os resultados este ano. Especializada em marketing digital, ela duplicou o número de clientes até setembro e prevê fechar o ano triplicando o faturamento. Nos dias 29 e 30 a empresa promove em Florianópolis a terceira edição do RD Summit prevendo um público de 3 mil pessoas – no ano passado, o evento atraiu 1,3 mil pessoas.

Considerado um dos principais eventos de TI do Estado, pelo alto nível dos palestrantes convidados, o RD Summit já teve os três primeiros lotes de ingressos vendidos – o quarto e último lote segue à venda até o dia 29. Entre os nomes fortes do evento, Eric Santos, co-fundador e diretor executivo da RD, destacou dois em uma conversa recente com a coluna: Wil Reynolds e Lincoln Murphy.

“Reynolds é uma das maiores autoridades de SEO (otimização para mecanismos de busca) para o Google do mundo, e Murphy é o papa do que os americanos chamam de custom sucess, esse trabalho proativo de entregar sucesso para os clientes”, destacou. Esse ano, de resultado negativo para a economia brasileira, está sendo de crescimento expressivo para a RD. A empresa, que passou de 1,3 mil clientes no final de 2014 para 2,6 mil até setembro, pretende fechar o ano com 4 mil clientes.


Investindo na marca
Mesmo vendendo ingressos para o RD Summit, a Resultados Digitais tem que investir recursos próprios para que o evento, que custa cerca de R$ 2 milhões, seja realizado. O objetivo de Eric Santos e equipe é trazer referências mundiais na área de tecnologia para trocar experiências e repassar conhecimentos para os profissionais do Estado. “Esse evento é um divisor de águas para a gente nos aspectos de marca, de autoridade e de segurança, porque ele virou referência na área”, comentou Santos. Ele destacou também o alto engajamento dos participantes como outro diferencial do evento.


TI e educação
O 4º Conselho Consultivo do WTC Florianópolis, que reuniu cerca de 45 empresários e CEOs na sexta-feira, debateu a forma com que as Tecnologias da Informação impulsionam a educação e permitem que o aprendizado se torne colaborativo e personalizado. De acordo com Ricardo Santos, líder da Vertical Educação da Cisco Systems na América Latina, o aprender deixou de ter um lugar e passou a ser uma atividade que pode ser desenvolvida em qualquer parte. Na foto, os especialistas na área Carlos Borsa (UniSociesc), Vilson Martins Filho (Teltec Solutions), Thiago Guimarães Peixoto (Estácio), Ricardo Santos e Glauco Ramos (Teltec Solutions).

Mari Braunn/Divulgação/ND

Debateram o tema educação e tecnologia da informação no evento do WTC Florianópolis Carlos Borsa, Vilson Martins Filho, Thiago Guimarães Peixoto, Ricardo Santos e Glauco Ramos

Grandes líderes
Referências em empreendedorismo em Santa Catarina foram convidadas para participar como palestrantes do Inovar SC 2015, evento gratuito que incentiva o desenvolvimento de estratégias de negócios com alto valor agregado e que será promovido amanhã, a partir das 9h30, na Fiesc. Com realização da Aecodi/SC (Associação Empresarial de Comunicação Digital de Santa Catarina), o evento terá palestras com Otto Sothen (Tigre S.A.), Guilherme Lima (Whirpool Latin America), Davide Breviglieri (Azimut Yachts), entre outros nomes. Informações: www.eventoinovarsc.com.br


Novo recorde
A Agência PHE, especializada em eventos universitários, bateu um novo recorde no sábado. A 4ª edição da festa Injeção Eletrônica atraiu pouco mais de 8 mil pessoas com cerca de 20 atrações de música eletrônica. Os sócios Phillippe Duarte e Rodrigo Silva trabalham para realizar mais 10 eventos até o final deste ano. 


ENTREVISTA/Roberto Castello Branco, diretor do Centro Crescimento & Desenvolvimento da FGV

“Temos que nos livrar do capitalismo de Estado”

Divulgação/ND

O doutor em Economia e diretor do Centro de Estudos em Crescimento e Desenvolvimento Econômico da FGV, Roberto Castello Branco, fará a palestra de abertura do evento da Fiesc

A Fiesc reúne hoje, em Florianópolis, especialistas do Brasil, dos Estados Unidos, da China e da Finlândia para debater educação, inovação e desenvolvimento econômico no 3º Seminário Internacional de Educação promovido pela entidade. Na abertura do evento, o doutor em Economia e diretor do Centro de Estudos em Crescimento e Desenvolvimento Econômico da FGV (Fundação Getúlio Vargas), Roberto Castello Branco, falará sobre o mundo em 2030 em relação à economia e à educação. Por e-mail, Castello Branco adiantou o assunto com exclusividade para a coluna respondendo a quatro perguntas. Confira:

Quais são as perspectivas para a economia global e brasileira em 2030?
A economia mundial passa por uma fase de reparação após a forte expansão da década passada seguida pela crise financeira nas economias desenvolvidas. Estas voltaram a crescer, mas com claros sinais de limitação. As economias emergentes estão no quinto ano de desaceleração, porém duas das mais importantes, China e Índia, entenderam que seus modelos de crescimento estavam se esgotando e decidiram mudar. Podemos dizer que os governos dos primeiros ministros Li Keqiang e Narendra Modi estão firmemente empenhados em transformar suas economias. Infelizmente o Brasil não compreendeu tal necessidade e a economia de defronta com enormes desafios. 

Quais são esses desafios?
Fundamentalmente, temos que nos livrar do capitalismo de Estado, que inibe a inovação, desestimula o mérito ao mesmo tempo em que valoriza as conexões com quem detém poder de decisão, sufoca a produtividade das empresas e o crescimento econômico e, em última instância, a mobilidade social. 

Qual é a melhor forma dos profissionais e dos empreendedores se prepararem para estes cenários?
A prosperidade é fruto do trabalho duro, do novo conhecimento e de novas maneiras de fazer as coisas. Privilegiar o investimento em educação, o treinamento no trabalho, o chamado aprender fazendo, e manter-se aberto para as profundas mudanças provocadas e ainda por vir derivadas da globalização e da revolução digital é o mínimo que podemos fazer. Entretanto, é fundamental que sejam realizadas reformas que criem um ambiente propício ao empreendedorismo e à inovação. Sem elas, o esforço individual não é suficiente para mudar o jogo. 

A respeito da educação, quais devem ser os principais campos de avanço até 2030?
Acredito que a gestão da educação deva ser significativamente melhorada, especialmente nas escolas públicas. Uma agenda de reforma educacional deve dar ênfase à educação infantil, onde tudo começa, e à qualidade da formação de professores. Existe um papel a ser desempenhado pela educação à distância, como sugere o enorme sucesso da Academia Khan.

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