Estado repassa recursos para pesquisa

No total, 93 projetos no setor de tecnologia foram contemplados com R$ 79 mil cada

Na manhã desta terça-feira (1) a SDS (Secretaria do Desenvolvimento Econômico Sustentável) oficializou, no Centro Administrativo, o aporte financeiro dos programas Tecnova e Sinapse da Inovação da Fapesc (Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina). Ao todo, 49 empresas foram beneficiadas com recursos na ordem de R$ 22,5 milhões, sendo R$ 15 milhões provenientes da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) e R$ 7,5 milhões do governo do Estado.

Durante o evento, foram contemplados 93 projetos do Sinapse da Inovação. Cada contemplado recebeu R$ 50 mil em recursos da Fapesc e de até R$ 29 mil em consultorias e cursos do Sebrae/SC (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). “Queremos continuar investindo nestes projetos e vamos lutar por aqueles que não tiveram sucesso nesta etapa”, garantiu o secretário da SDS, Paulo Bornhausen. Durante o evento foram entregues 490 bolsas de estudos, sendo 210 para mestrado, 260 para doutorado e 20 para pós-doutorado. Os investimentos têm por objetivo fomentar a pesquisa no Estado e preencher as mais de três mil vagas em aberto no setor de tecnologia em Santa Catarina.

Uma das empresas contempladas pelo Sinapse da Inovação foi a Nanocare, da mestre em engenharia química Juçara Pereira Hobold. “Com minha sócia, desenvolvi uma palmilha descartável para pacientes com hiperidrose plantar”, contou, após posar para a foto com o cheque de R$ 79 mil. A palmilha foi desenvolvida com ativos protetores ao pé que são liberados graças aos conhecimentos da nanotecnologia. “O projeto tem um ano de estudo e levaremos mais 12 meses para comercializar o produto”, disse Juçara, ao defender a simplicidade e eficácia do produto que dispensa intervenção cirúrgica para o suor excessivo nos pés.

Manhã repleta de assinaturas

Pouco antes da solenidade com a Fapesc, o secretário da SDS, Paulo Bornhausen, assinou o protocolo de intenções para o investimento de R$ 600 milhões na construção de um estaleiro de plataforma de petróleo em São Francisco do Sul. A empresa CMO Construção e montagem Offshore S.A. espera as licenças ambientais para começar as obras. A intenção do empresário José Pedro Mota é iniciar a construção do espaço em 2015 e a produzir plataformas para a Petobras em 2017. “Vamos gerar 2.600 empregos diretos”, disse, em tom animado. 

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