Expectativa é de crescimento para a indústria catarinense em 2019, aponta Fiesc

Em Santa Catarina, a produção nos dez primeiros meses cresceu puxada pela metalurgia (25,3%), produtos de metal (15,4%), têxteis (7,9%) e vestuário e acessórios (6,1%)

A indústria catarinense deve fechar o ano praticamente recuperada e com expectativa de crescimento em 2019. O desempenho da economia catarinense, que ficou 0,5% abaixo do registrado em 2014 (período anterior à crise) no acumulado até setembro e outros indicadores, como emprego e produção, que cresceu 4,4% e bem acima da média brasileira (1,8%) de janeiro a outubro, sinalizam essa tendência. “Estamos praticamente empatados”, resumiu o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, lembrando que o saldo de 2018 poderia ser ainda melhor.

A paralisação de caminhoneiros, deflagrada em maio, freou um pouco o crescimento. “Se não houvesse, certamente nossa economia estaria em um ritmo mais elevado”, mencionou, ao apresentar ontem à tarde um balanço e as perspectivas do setor para o novo ano. A maior parte dos números mostrados refere-se ao período de janeiro a outubro ou até novembro, considerado o de maior produção. Ele lembrou que apesar de o Estado ter uma performance superior à do país no setor, é importante que a economia brasileira como um todo se restabeleça, já que SC vende para outros Estados. “Dependemos muito do mercado interno”, lembrou.

Em Santa Catarina, a produção nos dez primeiros meses do ano cresceu puxada pela metalurgia (25,3%), produtos de metal (15,4%), têxteis (7,9%) e vestuário e acessórios (6,1%), conforme o Observatório da Fiesc, mas que abrangeu quase todos os setores. Para a entidade, isso demonstra uma recuperação consistente, espalhada no Estado. Das 13 áreas industriais pesquisadas, apenas as de produtos alimentícios (com -2,7%), motivadas por embargos a produtos catarinenses, e a de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-3,9%) apresentaram índices negativos.

O presidente da Fiesc citou que no caso de metalurgia, por exemplo, a alta foi bem acima da média nacional, que ficou em 5,2%. O mesmo ocorreu em vestuário e têxteis. “É um desempenho muito significativo”, disse Aguiar.

Presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar - Filipe Scotti/Divulgação/ND
Presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar – Filipe Scotti/Divulgação/ND

Investimentos devem somar R$ 7 bilhões no próximo ano

A expectativa é que em 2019 sejam criadas em torno de 4 mil vagas no setor, a partir de R$ 7 bilhões anunciados para Santa Catarina, segundo a Investe SC, agência de atração de investimentos da Fiesc e governo de SC. O presidente da Fiesc lembrou que uma parcela significativa desse volume virá principalmente de fornecedores do segmento automobilístico e que o índice de confiança dos empresários, que alcançou 66,2 pontos (de zero a 100) no mês passado, mostra bem essa tendência.

Até outubro deste ano, o saldo de vagas ficou em 54.854 e para a recuperação total em relação a 2014 seria necessário fechar o ano com 62 mil vagas, mas o número pode não se concretizar, já que dezembro é um mês de desligamentos de trabalhadores temporários da indústria, que, a essa altura do ano, já produziu e entregou mercadorias.

Os postos de emprego vêm em grande parte de setores como móveis e madeira, construção civil, têxteis e confecções e agroalimentar, além das indústrias de bens de capital. No quesito emprego, de janeiro a outubro, os números só não foram positivos para as indústrias do fumo e da economia do mar.

O presidente da Fiesc lembrou, no entanto, que para haver crescimento e abertura de vagas serão importantes a manutenção da política de incentivos, que, segundo ele, não pode ser confundida com renúncia fiscal, e investimentos na infraestrutura – nas rodovias, portos, aeroportos e ferrovias.

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