Fiesc, Fecomércio e CDL da Capital avaliam discurso do ministro Paulo Guedes

As declarações do ministro vêm ao encontro das expectativas dos setores econômicos brasileiros, especialmente, que temem os impactos pós-pandemia

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta segunda-feira (27), ao sair do Palácio da Alvorada ao lado do presidente Jair Bolsonaro, que o governo Federal vai prosseguir com as reformas estruturantes, necessárias para acelerar o desenvolvimento do País, e que serão investidos bilhões. As declarações do ministro vêm ao encontro das expectativas dos setores econômicos brasileiros, especialmente, que temem os impactos pós-pandemia.

De acordo com o ministro, o Governo Federal fez uma reversão na política, de reformas estruturantes para medida emergenciais, mas os investimentos deverão ser retomados em breve em setores como saneamento, petróleo e gás, infraestrutura, elétrico e de logística.

“Isso vai ser feito dentro do programa de recuperação e estabilidade fiscal. Estamos no caminho da prosperidade, não no caminho do desespero. Vamos aumentar os salários com aumento de produtividade, estamos privatizando, abrindo a economia, aumentando os investimentos”, disse Guedes.

Paulo Guedes e Jair Bolsonaro – Foto: Arquivo/Marcos Corrêa/PRPaulo Guedes e Jair Bolsonaro – Foto: Arquivo/Marcos Corrêa/PR

Discurso positivo

Para o presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) de Florianópolis, Ernesto Caponi, as declarações do ministro Guedes são positivas e reafirmam o discurso coerente da equipe econômica.

“O ministro está correto em aliar uma reforma estruturada a investimentos privados. Paulo Guedes é criterioso e inteligente, não é uma pessoa de fazer planos inexecutáveis”, opinou.

Caponi disse que, em termos de infraestrutura, o Brasil está sucateado e são urgentes os investimentos no setor. “O investimento sempre vai trazer recursos e capitalização. Onde tem recursos tem empregos. O ministro Paulo Guedes quer readequar o Brasil. É o que a gente percebe e aguarda”, afirmou.

Investimentos aguardados

Bruno Breithaupt, presidente da Fecomércio (Federação do Comércio) de Santa Catarina, disse que o setor no Estado aguarda do governo Federal as medidas que vão, de fato, recuperar a economia abalada pela pandemia da Covid-19.

“A iniciativa privada teve que tomar duras decisões para preservar empregos e a renda em Santa Catarina e o Sistema S sofreu um revés com impactos sociais incalculáveis. O mínimo que se espera do Governo é que mantenha o projeto de responsabilidade fiscal e das reformas estruturantes, que permitirão em médio prazo a redução de gastos da máquina pública, liberando assim o caixa da União para investimentos públicos”, avaliou Breithaupt.

Equilíbrio fiscal

O presidente da Fiesc (Federação das Indústrias de Santa Catarina), Mario Cezar de Aguiar, avaliou como significativo para a estabilidade do País o discurso do ministro Paulo Guedes, feito ao lado do presidente Jair Bolsonaro. O encontro, segundo Aguiar, é importante para fortalecer o ministro e, assim, manter a governabilidade.

“As equipes do governo precisam estar coesas para encontrar a melhor maneira de resolver uma equação complexa, que é seguir com as reformas fundamentais para o País, estimular a retomada da economia pós-pandemia e manter o equilíbrio fiscal”, disse Aguiar.

Ele também comentou as deficiências de infraestrutura existentes no Brasil. O setor precisa de investimentos para fortalecer a competitividade que em Santa Catarina, segundo Aguiar, é um gargalo que impede o desenvolvimento. “Com um planejamento bem estruturado, segurança jurídica e participação privada, esses investimentos poderão ser importantes indutores do crescimento depois da crise do coronavírus”, afirmou o presidente da Fiesc.

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