Florianópolis é a única capital que não lidera PIB em seu estado

Joinville é o município mais rico de Santa Catarina e lidera série histórica do IBGE desde 2002; Itajaí teve o segundo melhor crescimento do país em 14 anos e Capital só aparece em terceiro

As cinco maiores economias de Santa Catarina, juntas, representam 34,5% do PIB (Produto Interno Bruto) do Estado, revelando que o estado detém uma economia mais diversificada entre os municípios do que ocorre na maior parte da federação. Joinville segue como a maior economia do Estado, com um riqueza estimada em R$ 25,21 bilhões. Itajaí, que foi o segundo município que mais ganhou participação em dez anos, vem na sequência com uma economia de R$ 19,27 bilhões. Florianópolis, com R$ 18,65 bilhões; Blumenau, com R$ 15,39 bi; e São José, R$ 9,90 bi, completam a lista.

Os dados são da pesquisa Produto Interno Bruto dos Municípios 2016, divulgada nesta sexta-feira (14) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Segundo a pesquisa, em 17 Unidades da Federação, os cinco maiores PIBs concentravam mais da metade da riqueza dos estados, sendo que no Amazonas, Roraima, Amapá e Distrito Federal somavam mais de 80%.

Santa Catarina tem outra particularidade, o estado é o único em que a capital não é o município com a maior riqueza. Em 2016, a Capital representava 7,3% do PIB do Estado. Desde o início da série histórica do PIB dos municípios, em 2002, Joinville sempre liderou como maior economia do Estado. Florianópolis esteve na segunda posição até 2012, quando foi ultrapassado por Itajaí, que saltou da quarta posição para a segunda no ranking, representando em 2016 0,3% do PIB do Brasil. O salto no município do litoral norte, segundo o IBGE, se deve ao ganho relativo nos Serviços e na indústria de automóveis.

A riqueza de Joinville, que também é o maior colégio eleitoral e a cidade mais populosa do Estado, pode ser medida pela grandeza das plantas industriais instaladas no município, onde estão os mais importantes grupos econômicos do país e em diversos setores. Essa economia representa praticamente todo o PIB de Florianópolis e Criciúma (R$ 6,89 bi), que em 2016 foi a oitava economia no Estado.

Palhoça, que em 2015 era a 9º economia do Estado caiu para 12º posição em 2016. No início da série história, em 2002, o município estava na 16º posição.

Concentrações urbanas

Ao analisar o PIB das concentrações urbanas em Santa Catarina o IBGE aponta, por exemplo, que a Grande Florianópolis (10 municípios) representa 14,1% do PIB do Estado com R$ 36,4 bilhões. As demais regiões, Itajaí-Balneário Camboriú (7 municípios) chega a R$ 31,22 bilhões; Joinville (2 municípios) alcança R$ 28,42 bilhões; e Blumenau (4 municípios) fica com R$ 20,78 bilhões.

Já o PIB per capta no Estado elenca a cidade de PIratuba, no Oeste, com o melhor índice em 2016, com um valor de R$ 180 mil por habitante. Na sequência estão Araquari (R$94 mil), onde está instalada a fábrica da BMW, Itajaí (R$92 mil) Treze Tílias (R$ 73,9 mil) e Vargem Bonita (R$ 72,8 mil). Florianópolis aparece na 50º posição, com um PIB de R$ 39 mil por habitante. Os dois municípios mais novos do Estado estão na parte de baixo da tabela. Balneário Rincão teve o PIB per capta em 2016 de R$ 17 mil e Pescaria Brava teve o pior resultado, com R$ 8,3 mil por habitante.

Concentração nacional

O resultado de 2016 mostra que seis municípios responderam por quase 25% do PIB do Brasil e representavam 12,9% da população; e que os 66 municípios de maiores PIBs representavam, aproximadamente, 50%  do PIB e um terço da população do País. Já em 2002 apenas quatro municípios somavam quase ¼ da economia nacional.

Os municípios que responderam por quase um quarto da economia brasileira, em 2016, foram: São Paulo (SP) com 11,0%, Rio de Janeiro (RJ) com 5,3%, Brasília (DF) com 3,8%, Belo Horizonte (MG) com 1,4%, Curitiba (PR) com 1,3% e Osasco (SP) com 1,2%.

Veja a lista completa do PIB por municípios catarinenses no gráfico

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