Gestores Tóxicos

Meus amigos e amigas que sempre me presenteiam com sua atenção nesse espaço semanal, certamente a maioria de vocês já deve ter trabalhado ou trabalha atualmente em alguma empresa.

Divulgação / ND Online

Gerson Raul Persike
Talvez tenham sido ou são líderes de equipes nas diversas esferas da gestão; podem ser monitores, supervisores, coordenadores, gerentes, superintendentes, diretores… Ou, ao menos, já devem ter participado de alguma equipe de trabalho onde foram, também, liderados.
Quero chamar a atenção para uma figura nefasta nas Organizações, que traz prejuízo emocional às equipes e, muitas vezes, prejuízo financeiro à empresa; a ação desse elemento, direta ou indiretamente, prejudica o desempenho das equipes e, muitas vezes, fica oculto nas sombras e dobras organizacionais.
Falo dos gestores tóxicos.Atentem para algumas características e atitudes desses vampiros da Organização:
Começam uma conversa na equipe dizendo:
– Vocês estão errando nisso!  Com o uso do pronome em segunda pessoa entende-se que ele quer se eximir da responsabilidade de um eventual erro e, assim, o despeja na equipe. O que a empresa perde com isso? Engajamento e comprometimento da equipe. Claro, ou alguém espera estar engajado e comprometido num projeto se o líder sai pela tangente sempre que há dificuldades?
Invadem o espaço de outros setores e gestões, não para contribuir positivamente, mas, para criticar e tumultuar o ambiente. A troca de informações interssetoriais é saudável; o problema, contudo, ocorre quando há intervenções muito frequentes, comentários desnecessários, atitudes desagregadoras e postura geral negativa. O que a empresa perde com isso? Os demais gestores começam a perder a paciência e ficam na defensiva. O que poderia resultar em inovação e fluidez se transforma em estagnação e desmotivação.
Escondem-se no limbo da inércia. Não fazem o que são contratados e pagos para fazer e ainda se acham no direito de criticar os demais pares profissionais. A marcha lenta de alguns gestores faz com que haja prejuízo em várias áreas da Organização. Quando os objetivos e metas não estão bem claros ou são pouco cobrados, esse tipo de gestor viceja, pois, pouco faz e, se não se definem metas claras e métricas de cobrança, esse vampiro organizacional vai sugando o sangue da empresa à exaustão. O que a empresa perde com isso? A atitude positiva dos demais gestores vai sendo minada pela falta de postura da alta gestão. Claro! Se ele não faz e não acontece nada, então por que eu deverei fazer?
Tem uma dupla face. Na frente dos superiores hierárquicos, aparenta ser ativo, traz ideias e conceitos que, aparentemente, são inovadores e práticos, mas, que ficam somente no campo do pensamento e nunca são concretizados. Denota ser positivo e colaborativo, mas, na verdade, irradia negatividade e apresenta apatia nos esforços coletivos. Na frente da alta direção é um super-homem. Para os colegas e equipe é um superpateta. O que a empresa perde com isso? A confiança fica prejudicada, pois, o que se fala e o que se faz tem grande diferença. O discurso é um, mas, a práxis é outra. Além disso, não se pode confiar em alguém que aparenta ser uma coisa na frente da alta gestão e com os pares profissionais e equipe é outra, completamente diferente.
Poderíamos elencar mais dezenas de características desses gestores que só atrapalham o desenvolvimento da Organização, mas, o espaço aqui é restrito. O tema é interessante e deveremos voltar ao mesmo em outra oportunidade.
O importante, contudo, é a alta gestão das empresas estar atenta às movimentações e aos resultados de cada líder, identificar e excluir de seu quadro esses elementos nocivos. Afinal, os gestores tóxicos contaminam e levam à extinção organizacional.
Então, conseguiu identificar algum gestor tóxico por aí?

Uma semana de sucesso é o que vamos e merecemos ter.

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Gerson Raul Persike é um especialista em atendimento, vendas, telesserviços e preparação de lideranças empresariais. Filósofo e formado no Programa de Desenvolvimento de Dirigentes da Fundação Dom Cabral, aplica assessorias nas áreas de gestão de talentos, capacitação de lideranças e formação de equipes motivadas e produtivas. Empresário, é diretor da empresa “Comunicação & Mercado – Treinamentos Empresariais”, escritor, colunista, consultor e palestrante internacional. Efetua, também, cursos, treinamentos, palestras motivacionais, gestão e planejamentos comerciais e de atendimento para Organizações de sucesso no Brasil e exterior.