Guerra dos portos era crônica anunciada. Teria que acabar um dia.

Com o fim do incentivo fiscal, centenas de empresas e milhares de postos de trabalho poderão ser prejudicados.

Automóveis    

Novo regime automotivo brasileiro deverá ser anunciado amanhã e conterá uma tabela de pontuação para cada montadora instalada no país. Quanto mais pontos cada uma acumular, maior será a redução na cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). O critério principal para ganhar pontos será o conteúdo nacional (leia-se Mercosul e México), seguido de investimento em pesquisa e desenvolvimento e os chamados “veículos verdes”, que menos poluem. Possibilidade de cotas de importação, sem o adicional do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), para automóveis importados por montadoras com planos ou obras de fábricas novas no país.

Pró-Emprego

Em e-mail para a coluna, Ney Albuquerque, auditor fiscal aposentado, afirma que, em 1995, O Governo do Estado foi procurado pela GM para fazer suas importações através do Porto de Imbituba, desde que SC adotasse o modelo do Espírito Santo de incentivo às atividades portuárias, FUNDAP, que vigora há 40 anos no estado capixaba. Acabou não dando certo.

Serviços

De despachante aduaneiro e de todas as áreas ligadas estão sofrendo por antecedência e começam a desmobilizar mão de obra em um mercado que  movimenta uma massa de 15 mil empregos que dinamizam a economia dos cinco portos que operam nesse segmento. Exatamente, 352 empresas se instalaram em Santa Catarina por força dos incentivos fiscais.

Estratégia

O Brasil é tido por algumas instituições estrangeiras como um país que ocupa as últimas colocações para negócios devido à insegurança provocada pelas mudanças na legislação comercial. Os incentivos concedidos no processo de importação um dia teriam que mudar. Era uma crônica anunciada orquestrada, principalmente, pela indústria paulista. Faltou visão estratégica para perceber que essa era uma crônica anunciada. A uniformização da alíquota do ICMS interestadual em 4%, na verdade mascara uma situação de falta de competitividade do setor industrial provocada, principalmente, pelo custo Brasil. Como competir com quem tem custos de pessoal incomparáveis em todo o mundo? Além disso, temos uma carga tributária que é um deboche para todos os brasileiros, uma rede precária de infraestrutura de transportes e mão de obra com qualificação duvidosa. O custo Brasil é responsável direto pelas altas taxas de juros que, por sua vez, atraem capital especulativo que redunda no fortalecimento do nosso real. A taxa de câmbio é o resultado disso tudo. Mas, ao que parece, ainda vai levar um bom tempo para que o custo Brasil reduza significativamente.

Crack

Segundo pesquisa da Confederação Nacional dos Municípios, há mais de 1,2 milhões de dependentes em todo o país. Em Santa Catarina, 51% dos municípios pesquisados possuem ações de enfrentamento do crack e de outras drogas. Em Florianópolis, vivem como zumbis pelos guetos da cidade infernizando muita gente. Pouco mais de 82% dos municípios pesquisados contam com ajuda financeira do Governo Federal e 46% com suporte do Governo Estadual.

 Coisas Nossas – Reinventando a Vida

Divulgação

Cesar Augusto Olsen


Com a morte de seu Pai quando tinha 16 anos, Cesar Augusto Olsen teve que reinventar a própria vida.Ficou responsável pela mãe e três irmãos menores. Prestou vestibular para três faculdades. Não conseguiu lograr êxito em nenhuma. “Elas não estavam preparadas para minha criatividade” afirma o exitoso empreendedor. Descobriu no SENAI de Blumenau a ponte para uma vida melhor como técnico em tornearia mecânica. Foi a partir daí que começou uma escalada impressionante, primeiro  como técnico reparador de equipamentos odontológicos.Depois, como inventor de equipamentos odontológicos.

 Sonhava e construía equipamentos de ponta para o setor de odontologia. Cesar construiu motos, carros e equipamentos odontológicos. Esses últimos exporta para inúmeros países. Atualmente, constrói um veículo Off Road,  4×4, dotado de tecnologia de ponta e que irá testar por toda a América Latina com um de seus filhos.

 Chegou a colocar 60 % da produção em diferentes países. Hoje, com operações no exterior dificultadas pelo custo Brasil, prega que a indústria não pode mais ficar ao reboque da alta carga tributária e de custos sociais que inviabilizam a produção, sem falar na infraestrutura limitada, nos juros altos e na taxa de câmbio.  

A Olsen Indústria de Equipamentos Odontológicos e Cesar Augusto são nossas coisas, são coisas nossas.