Informais de SC terão 29% da renda coberta pelo auxílio, aponta Facisc

Com o investimento de três parcelas de R$ 600, estimativa é de investimento de R$ 4,7 bilhões em Santa Catarina

Em estudo, a Facisc (Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina) apontou que 28,7% da renda dos trabalhadores informais será preservada com a implementação do auxílio emergencial. O número é inferior ao nacional, que aponta 38,2% de renda preservada.

A nível nacional, são 68,5 milhões de brasileiros, ou 32,6% da população – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Divulgação/NDA nível nacional, são 68,5 milhões de brasileiros, ou 32,6% da população – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Divulgação/ND

O estudo, segundo o presidente da Federação, Jonny Zulauf, objetiva compreender os impactos da medida na economia catarinense. “A principal pergunta que se lança no momento em que o governo federal anuncia diversas medidas é saber o que de fato cada uma delas conseguirá entregar de resultados, tanto no Brasil bem como em Santa Catarina, e o quanto cada uma delas atenua os efeitos negativos desta crise”, afirma.

A Federação também admite que a medida é “insuficiente para conter todo o impacto negativo que o cenário atual traz”, embora o recurso amenize os efeitos econômicos.

Leia também:

No total, 1,6 milhão de catarinenses serão contemplados pelo auxílio, equivalendo a 22,7% da população. A nível nacional, são 68,5 milhões de brasileiros – ou 32,6% da população.

Com o investimento de três parcelas de R$ 600, a estimativa é de um investimento na ordem de R$ 123,3 bilhões, 1,7% do PIB, porcentagem que se repete em Santa Catarina, que recebe R$ 4,7 bilhões com a medida governamental.

Com as hipóteses consideradas no estudo, a medida tem capacidade de atender 13 milhões de famílias brasileiras (acréscimo de 312,7%) e 111.830 de famílias catarinenses (acréscimo de 338%). A medida tem potencial de injetar R$ 5,3 bilhões na economia nacional e R$ 47,2 milhões na economia catarinense.

O Oeste é apontado como a região com maior acréscimo, com 369,5%, ao passo que o menor acréscimo fica na região do Extremo Sul, com 316,9%.

Segundo o estudo, a medida “tem potencial de absorver e/ou garantir a manutenção de 50,7% da massa de rendimento do público-alvo da medida no Brasil, e de 35,3% em Santa Catarina (considerando desempregados e trabalhadores familiares auxiliares)”.

No entanto, se for considerado apenas o público-alvo que possuía rendimentos anteriormente a proposta, a medida tem potencial de absorver e/ou garantir 38,2% para Brasil e 28,7% para Santa Catarina da massa de rendimento deste grupo.

Segundo o estudo, as categorias que absorvem o rendimento total são: trabalhador doméstico sem carteira de trabalho assinada (78,6% no Brasil e 52% em Santa Catarina; empregado no setor privado sem carteira de trabalho assinada, 44,9% no Brasil e 34,5% em Santa Catarina; conta própria sem CNPJ, 41,6% no Brasil e 30,9% em Santa Catarina; conta própria com CNPJ, 19,9% no Brasil e 19,1% em Santa Catarina; e empregador sem CNPJ, 15,5% no Brasil e 13,7% em Santa Catarina.

+

Economia

Loading...