Investimento na produção agrícola de SC deve aumentar em R$ 13,5 bi

Na safra 2019/2020, Estado investiu aproximadamente R$ 8,75 bilhões por meio do Plano Safra, principalmente no âmbito do Pronaf

Nesta segunda-feira (29) o governo do Estado anunciou o Plano Safra 2020-2021 como modo de incentivar a produção agrícola e ampliar o crédito rural. O anúncio em conjunto com a Epagri, prevê um incentivo aos pequenos agricultores e pescadores.

Os investimentos são da ordem de R$ 236,3 bilhões, aumento de R$ 13,5 bilhões com relação ao planejamento anterior. Destes, são R$ 179,38 para o custeio e comercialização e R$ 56,92 bilhões para os investimentos em infraestrutura.

Além dos números do Plano Safra, a equipe da Agricultura e Epagri lançou o Boletim Técnico – Metodologia para estimativa de produtividade em lavouras de milho, trigo, soja e feijão – Foto: Arvito Concatto/NDTV/NDAlém dos números do Plano Safra, a equipe da Agricultura e Epagri lançou o Boletim Técnico – Metodologia para estimativa de produtividade em lavouras de milho, trigo, soja e feijão – Foto: Arvito Concatto/NDTV/ND

“No estado, temos que fazer um esforço conjunto do setor público, lideranças do setor produtivo e instituições financeiras para conscientizar os agricultores familiares e pescadores sobre as novas linhas de crédito e as oportunidades de investimento para melhorar e modernizar a produção, além de agregação de valor”, afirma o Secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural Ricardo de Gouvêa.

Na safra 2019/2020, Santa Catarina investiu aproximadamente R$ 8,75 bilhões por meio do Plano Safra, principalmente no âmbito do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar). Foram cerca de 113 mil contratos de investimento, sendo 81,7 mil para agricultura familiar.

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Os valores do Pronaf aplicados em Santa Catarina somaram R$ 3,59 bilhões – um aumento de 14,2% em relação à safra anterior. Desse total, R$ 275,7 milhões foram aplicados via Epagri.

Na última safra, os contratos somaram R$ 104 milhões com subsídios por meio dos programas Menos Juros, Cobertura de Pomares e Irrigar. Além disso, os financiamentos via Fundo de Desenvolvimento Rural, com recursos próprios do Governo do Estado, chegaram a R$ 16,3 milhões.

“Essa é uma política pública do governo Federal, operada pela Secretaria da Agricultura e Epagri aqui no estado. Os produtores ou pescadores que tiverem dúvidas sobre a aplicação do Plano Safra ou sobre os programas de apoio do Governo do Estado podem procurar o escritório municipal da Epagri do seu município”, explica o secretário adjunto da Agricultura, Ricardo Miotto.

Participação das mulheres

Em Santa Catarina cerca de 10% do número de contratos realizados nas últimas seis safras foram contratados por mulheres, enquanto a média nacional é acima de 30%.

As mulheres terão prioridade na liberação de recursos dos programas de fomento da Secretaria da Agricultura futuramente, segundo o Governo Estadual.

Pequenas cooperativas

As grandes empresas ou cooperativas acessam quase R$ 1 bilhão por ano do Crédito Comercialização enquanto as pequenas cooperativas ainda encontram algumas dificuldades para acessar os recursos.

“O crédito na comercialização é uma ferramenta importante para que os agricultores familiares e suas pequenas cooperativas possam vender seus produtos, especialmente para a alimentação escolar ou para o Programa de Aquisição de Alimentos. Para isso é importante ter capital de giro, que traz giro econômico e financeiro dos seus negócios”, explica Jurandi Gugel, analista da Epagri/Cepa.

Outro desafio levantado pelos técnicos da Secretaria da Agricultura e da Epagri é incentivar os agricultores a utilizarem o crédito rural ao invés de mobilizarem seus recursos próprios.

“Mesmo que os produtores tenham dinheiro para fazer a lavoura, ele deve priorizar o crédito rural porque assim tem acesso ao Proagro ou Proagro Mais, que são seguros rurais exclusivos para quem acessa os recursos do Pronaf. A produção agrícola têm muitos riscos, principalmente climáticos, que podem trazer grandes prejuízos. Com o seguro rural, os produtores têm algumas garantias e podem recuperar parte do valor investido caso tenham perdas com a estiagem ou excesso de chuvas, por exemplo”, explica o analista da Epagri/Cepa, Jurandi Gugel.

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