Mercado da cerveja artesanal em alta

Crise passa longe da fábrica de cervejas Schornstein que cresceu 80% ano passado e espera crescer 70% este ano

Coisas nossas

Schornstein – Voando na crise

Divulgação/ND

Malte, lúpulo, fermento e água. Não tem como não se encantar. Com as cervejas, com os petiscos, com o ambiente em que se respira os bons fluidos de uma energia contagiante e se absorve por osmose a alegria de viver. É o que diz quem já passou pela fábrica da Schornstein, em Pomerode, cidade mais alemã do Brasil. Em tempo de Oktoberfest, desbravar a cervejaria Schornstein é viver o clima da festa.

A Schornstein, há dois anos, produzia 30 mil litros de cerveja. Hoje, produz 100 mil litros. Ano que vem, produzirá 300 mil litros. A Schornstein está voando. E pensar que quando começou, em 2006, era só para ser um bar. Ano que vem, a Schornstein, com fábrica em Pomerode, completa dez anos com uma nova fábrica na cidade, além da existente em Holambra, São Paulo.

O Diretor da Schorstein, Adilson Beltrão, afirma que credibilidade gera uma marca forte e a imagem se propaga. Os segmentos A e B estão ávidos por consumir cervejas artesanais. Hoje, o degustador quer harmonizar culinária e cerveja, sólido e líquido na convergência ideal para o corpo, sem prejuízos à mente.

O mercado de cerveja artesanal vem crescendo em ritmo inacreditável. A Schornstein cresceu 80% em 2014 e em 2015, as projeções são de 70%. “Há espaço para muito mais e não há estrutura que consiga dar conta da demanda”, afirma Adilson.

A Schornstein e Adilson Beltrão são nossas coisas, são coisas nossas.

Xangai

Amanhã, a partir de 9h, na FIESC, educação, inovação e desenvolvimento em pauta. A experiência de Xangai como a melhor educação do mundo no foco dos debates, bem como o educar na Finlândia e Estados Unidos. É o III Seminário Internacional da Educação promovido pela indústria de Santa Catarina.

Medida externa

Os números da balança comercial são uma medida do buraco em que o país está metido. Nos nove primeiros meses do ano, o recuo das importações é superior a 15% para Santa Catarina e de 23% para o Brasil. Quanto às exportações, houve redução de quase 15% nas de Santa Catarina e 17% nas do Brasil. É demasiado. Quando a atividade econômica se restringe, exportações recuam e importações acompanham a queda. O desemprego tende a aumentar. Menos mal, mas é muito pouco, que a temporada de verão promete fazer a alegria do setor turístico. Real fraco estimula o turismo interno e atrai “los hermanos”. 

Comparação

Exportamos R$1 bilhão a menos, nos nove primeiros meses do ano, em comparação com o mesmo período de 2014. Faz muita falta.

Dólar a R$6?

”A questão principal para mim hoje é quanto o Brasil precisa piorar para que se crie algum consenso pró-reformas? Inflação mensal de 1,5%? Desemprego passando de 10%? Taxa de câmbio perto de R$ 6? Ficou assustado? Eu fiquei ainda mais quando escutei de analistas de mercado que esse cenário catastrófico já começou a afetar a decisão de alocação de carteira. Pode ser exagero, mas o fato é que hoje estamos às cegas com a necessidade de um ajuste profundo em um governo cuja base política não parece ainda totalmente convencida da necessidade do ajuste e da gravidade da situação”. O comentário é de Mansueto de Almeida.

Constituição de 1988

Aí começaram os dramas que estamos vivendo agora. Ao focar no social, esqueceu que o econômico é quem financia as conquistas. Ao amarrar gastos à receita subverteu a ordem econômica. Você vincula os gastos do seu orçamento doméstico ao seu aumento de receitas? Ou seja, aumentou o salário você vai gastar mais com alimentação, por exemplo, ou irá usar os recursos onde são mais necessários? A vinculação empobrece o cidadão.

Sinuca de bico

Dos gastos da União, 90% são vinculados à receita. Desvincular gastos das receitas é a saída para um Brasil próspero. O processo é político, lento. O freio nos gastos sociais é complicado devido ao apelo social populista que não quer perder ainda mais credibilidade do que já amarga. O Governo está em uma sinuca de bico. Ou mexe nos gastos sociais e potencializa a crise política, ou empurra goela abaixo do povo brasileiro novos impostos e perde ainda mais credibilidade.

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