Pesquisa desvenda o perfil da mulher que empreende no Brasil

Pesquisa sobre o Perfil da Empreendedora Brasileira, realizada ano passado com mais de 1300 mulheres em todo território nacional e patrocinada pelas empresas Avon, Itaú e Facebook, com a organização da Rede Mulher Empreendedora apontam dados nunca abordados em pesquisas já realizadas no país. “A pesquisa, além de desvendar o perfil dessa mulher que empreende no Brasil, traz um panorama real do que elas enfrentam quando decidem empreender, seus conflitos diários, a maternidade versus a carreira, o momento financeiro e principalmente as dificuldades que a empreendedora brasileira enfrenta quando decide ter seu próprio negócio”, explica Cláudia Mamede, uma das embaixadoras da RME pelo Brasil.

Perfil: 79% tem superior completo ou mais, 39,1 anos é a média de idade. A maioria é casada, com filhos e apresentam um grau de escolaridade um pouco maior do que as que planejam empreender e que tem média 36,5 anos, sendo que 30% pertence a Classe C, enquanto 35% das mais velhas pertencem a classe A.

Maternidade: Um dado já sentido pelo mercado, mas que ainda não era comprovado: 75% das empreendedoras decidem empreender após a maternidade. Na classe C, a porcentagem aumenta para 83%.

O que mais compromete a renda:  O maior gasto entre 37% das pesquisadas é com moradia, seguido de alimentação (24%) e de dívidas (15%). Mas isso muda quando analisada a classe social: na classe A, o maior gasto é com Educação, chegando ao comprometimento de 14%.

Apoio: Na hora da divisão ou “ajuda” nas tarefas domésticas e cuidado dos filhos, a maioria das empreendedoras conta com o apoio do marido, familiares. Na Classe C, as redes de apoio são menores. Outra constatação, conforme os filhos crescem elas passam a fazer mais tarefas sozinhas.

Tempo de Negócio – 42% iniciou seu negócio há menos de três anos e 39% tem mais de seis anos.

Setor de atuação:  quanto mais alta a classe social, maior a concentração de serviços, que desponta com 59%, seguido do comércio (31%), e Indústria (7%).

Socieade: 55% não tem sóciose quando tem é mais comum sociedade em partes iguais. Amigos, maridos ou outro familiar são os sócios mais comuns das empreendedoras.

Home Office: 68% costuma trabalhar mais em casa.

Faturamento: 33% das empreendedoras faturam mais de R$10.000,00 por mês enquanto 36% faturam até R$2.500,00 por mês.

Pontapé inicial: 41% iniciaram seu empreendimento sem capital, 41% usaram poupança, investimento próprio e rescisão após ser demitida como principal fonte de capital que contaram para iniciar seu do negócio.

Preparo para o negócio:  maioria das que já empreendem75% se sente preparada para ter o seu próprio negócio. Já entre as que planejam empreender, 50% se sentem preparadas.

Razões para Empreender: entre elas predominam as razões emocionais, já que 66% diz trabalhar com o que gosta enquanto 34% diz que empreender é realizar um sonho. Ter Flexibilidade de horário fica com 52% das respostas e 40% procura por uma renda melhor do que trabalhando para outros.

Ponto de Atenção: 33% fazem o controle financeiro de modo básico, criam planilha de Excel ou até anotam em um caderno.  33% fazem algum controle de modo mais elaborado, mas 14% não fazem controle nenhum.

Confiança: Mesmo com todo o discurso negativo da crise atual do país, os negócios de mais da metade (63%) das empreendedoras está melhor do que há três anos e elas acham que irão melhorar mais ainda nos próximos três anos!

Querem saber mais: Finanças, planejamento da empresa, formação de preço, marketing/comunicação e vendas/negociação são as áreas que querem saber mais. Ou seja, querem planejar, definir preço, divulgar e vender.

Onde buscam informações: 70% buscam informações principalmente nas redes de empreendedorismo, 68% nas palestras gratuitas

Networking: Sim, elas fazem! 31% delas vão a eventos, palestras e encontro de empreendedoras. Tomam conhecimento dos eventos pelas redes sociais, boca a boca e sites.

 A amostra da pesquisa quantitativa é de 1.376 mulheres sendo que 85% já empreendem e 15% pensam em empreender, e abrange uma boa representatividade:  São Paulo Capital e região metropolitana(19,65%) Minas Gerais, Espírito Santo e interior de São Paulo ( 22,33%) , Região Sul (20,23%) , Rio de Janeiro (12,21% ) Regiões Norte, Nordeste, Centro- Oeste (22,33%).

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