Petrobras volta a reduzir preço da gasolina

NICOLA PAMPLONA

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A Petrobras anunciou nesta quarta (14) nova redução nos preços da gasolina e do diesel. O ajuste se dá 20 dias após os últimos cortes e já marca o início de mudanças na política de preços da estatal, que passará a fazer ajustes com mais frequência.

Desta vez, o valor de venda da gasolina pelas refinarias será reduzido em 2,3%, e o do diesel, em 5,8%.

Se o repasse for integral, diz a Petrobras, o preço da gasolina nos postos cairá 0,9% (ou R$ 0,03 por litro). No caso do diesel, a queda será de 3,5% (R$ 0,11 por litro).

A companhia ressalta, porém, que os preços são livres e o repasse dependerá da política comercial de distribuidoras e revendedores.

Em nota, a Petrobras diz que os cortes respondem à queda do barril petróleo para a casa dos US$ 46 e à estabilização do dólar em torno de R$ 3,30 após a desvalorização “provocada por incertezas políticas” -a delação da JBS.

No ajuste anterior, em 25 de maio, gasolina e diesel foram cortados em 5,4% e 3,5%, respectivamente. A queda foi questionada pelo mercado, por ter sido feita em um momento de alta do petróleo e desvalorização do real.

Segundo analistas, naquele momento o preço interno da gasolina chegou a se equiparar às cotações internacionais. O produto tem grande impacto nos índices de inflação e, em 2017, vem tendo peso relevante na desaceleração do IPCA.

“Os novos preços continuam com uma margem positiva em relação à paridade internacional”, afirmou a Petrobras nesta quarta.

A empresa vinha realizando ajustes mensais, mas já havia anunciado que estudava rever a periodicidade para reagir ao aumento de importações por empresas privadas.

Nesta quarta, informou que a decisão por aumentar a frequência foi tomada pelo comitê interno que avalia os preços dos combustíveis.

Segundo a estatal, o grupo “iniciará a prática de ajustes de preços em períodos mais curtos, sem alterar a regra de formação de preços da atual política, para acomodar as volatilidades observadas no mercado internacional”.

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