Produção industrial de Santa Catarina cresce 5,6% em janeiro

Resultado positivo ficou acima da média do país, que registrou crescimento de 1,4% na comparação com janeiro de 2016

A produção industrial de Santa Catarina cresceu 5,6% em janeiro, sétimo melhor resultado entre os Estados do país e desempenho bem acima da média do país, que foi de crescimento de 1,4%. O desempenho do setor em SC foi melhor que o dos Estados vizinhos, do Paraná, que teve crescimento de 4,1% na produção, e do Rio Grande do Sul, onde a indústria teve retração de 4,1%. SC também registrou crescimento maior do que São Paulo, que teve resultado positivo de 1,2%, e de Minas Gerais, que cresceu 4,8%.

O resultado positivo da indústria catarinense apresenta, segundo o IBGE, uma reversão em relação à queda de produção de 0,8% registrada no último trimestre de 2016. Sete dos 12 setores acompanhados pelo IBGE tiveram melhora no Estado em janeiro deste ano na comparação com o mesmo mês de 2016. Quem puxou o resultado para cima foram os segmentos de confecção de artigos do vestuário e acessórios (17,8%), as atividades de produtos alimentícios (15,5%), a metalurgia (10,3%), os produtos de madeira (9,3%) e o de máquinas e equipamentos (6,7%). 

As grandes agroindústrias como a Aurora Alimentos, e o setor madereiro projetam os números da cidade - Aurora/Divulgação/ND
As agroindústrias do Estado, como a Aurora Alimentos, foram uma das responsáveis pelo crescimento da produção industrial catarinense no primeiro mês deste ano na comparação com o mesmo mês de 2016 – Aurora/Divulgação/ND

O primeiro segmento, de artigos do vestuário e acessórios, está sendo impulsionado pelo maior consumo interno de produção nacional ao invés dos artigos importados, enquantos os outros segmentos apontados pelo IBGE estão sendo favorecidos pelo aumento das exportações de seus respectivos produtos neste início de ano. 

Apesar do resultado positivo apresentado pelo setor industrial de SC em geral em janeiro, alguns segmentos diminuíram a produção no primeiro mês deste ano. Quem puxou o resultado do Estado para baixo foram os produtos de minerais não-metálicos (-10,1%), os produtos de metal (-9,8%), os produtos de borracha e de material plástico (-7,0%) e o de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-5,5%).