Quarentena: Associação Comercial e Industrial de Florianópolis cobra plano do governo

"Não dá para seguirmos com as empresas fechadas sem que haja um plano para isso", afirma presidente da Acif.

O Movimento Reage SC, que reúne entidades e associações civis catarinenses, cresceu em número de participantes desde a última sexta-feira. Agora, o Movimento conta com quase 100 adesões, segundo o presidente da Acif (Associação Comercial e Industrial de Florianópolis), Rodrigo Rossoni. O número de apoiadores deve aumentar nessa semana com a prorrogação da quarentena no Estado.

Para Rossoni, a volta atrás do governador Carlos Moisés da Silva (PSL) sobre a retomada das atividades econômicas é motivo de preocupação. “Nós entendemos a complexidade do problema que o governador tem nas mãos, mas precisamos de um plano. Não dá para seguirmos com as empresas fechadas sem que haja um plano para isso. Não tem como falarmos de saúde sem falar da renda das pessoas”, afirma.

Canal de comunicação

O presidente da Acif ressalta que todos os associados compreendem a gravidade do momento, mas que não é viável “ficar em casa e esperar o que vai dar”. “Queremos que o governo estabeleça um canal de comunicação com o comitê, pois precisamos saber o que está sendo feito, pois recebemos uma resposta que muda no dia seguinte. Estamos dispostos a contribuir, nosso objetivo não é ficar criticando. Repito, nós precisamos entender qual é o plano”, diz Rodrigo Rossoni.

Comércio permanecerá de portas fechadas nesta semana 30- Foto: Foto Flavio Tin/NDComércio permanecerá de portas fechadas nesta semana 30- Foto: Foto Flavio Tin/ND

CDL

O vice-presidente da CDL (Câmara de Diretores Lojistas) de Florianópolis, Marcos Brinhosa, afirma que a entidade é favorável ao prolongamento da quarentena determinado pelo Governo do Estado. “Acreditamos que a prefeitura e o Estado de Santa Catarina estão trabalhando de forma positiva para termos o menor impacto na saúde de nossa população e na preservação das vidas”, salienta Brinhosa.

Brinhosa aponta que a CDL da Capital adotou algumas medidas para ajudar os associados, entre elas, a isenção da mensalidade e a opção de parcelamento de serviços que não são relacionados a área da saúde. Também foi feita parceira com cooperativa de crédito para proporcionar aos seus associados capital de giro com menores taxas e mais flexibilidade, segundo o vice-presidente.

Folha de pagamento

Quanto à data de pagamento de salários que se aproxima, Brinhosa esclarece que para auxiliar os empresários no pagamento das folhas salariais, a CDL fechou parceria com uma cooperativa de crédito. “Os associados terão taxas reduzidas e maior flexibilidade na contratação, além do investimento no Banco do Empreendedor, no programa Juros Zero”, diz.

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