Razão e Atitude

Você consegue se lembrar das três últimas discussões que teve?

Arquivo ND Online

Gerson Raul Persike

Qual era o assunto? Qual o motivo? Com quem foi? Como terminou? Valeu à pena? Normalmente nos lembramos mais das pessoas com que discutimos do que sobre o assunto que estávamos discutindo ou qual foi o resultado final obtido. Por quê? Porque a maneira como nos portamos e como os outros se portam num debate é mais marcante do que os demais fatores envolvidos. Sabemos que, nas relações humanas, conflitos são praticamente inevitáveis, mas, devemos entender que um conflito é diferente de um bate-boca. O conflito é algo que pode gerar uma evolução, uma estagnação ou uma regressão num relacionamento ou num processo. É uma discussão que pode ser positiva ou negativa de acordo com:

► O grau de maturidade dos envolvidos;

► O conhecimento do que está em debate;

► A vontade em se querer buscar uma solução;

► O entendimento das motivações do outro;

► A real qualidade do seu autoconhecimento.

Na maioria das vezes, num debate, mais importante do que ter razão é ter qualidade no que se diz, como se diz e em que momento. As pessoas talvez não se lembrem de sua razão, mas, certamente, lembrarão da sua atitude durante a discussão e da qualidade de seu relacionamento. Mas, isso é realmente importante? Até que ponto a postura que temos numa discussão influencia no resultado final, na resolução do problema e no engajamento das pessoas para essa solução?

Bem… Isso faz toda a diferença entre o sucesso ou o fracasso de uma negociação, debate ou discussão. A ponderação, o exercício da empatia, a serenidade nas observações, a clareza da apresentação dos argumentos, a atitude participativa e agregadora, a discussão baseada nas ideias e não em coisas ou pessoas, o foco na solução e não no problema e a positividade durante o debate fazem com que a discussão não resulte num conflito vazio. Ou você gosta de participar de uma reunião com alguém que se acha o senhor da razão? Participantes com essa postura tendem a ser excluídos do processo decisório porque atrapalham mais do que auxiliam. Tendem a defender seu ponto de vista como se este fosse um troféu, mas, esquecem que um debate não é uma disputa e, sim, um processo que deve gerar um bem maior à Organização, casal, coletividade, etc. Enfim, aqueles que não conseguem desenvolver e aplicar uma postura positiva, colaborativa e interativa não contribuem para a solução, mas, ao contrário, intensificam o problema. E, somente para concluir, vale sempre à pena lembrar essa frase de Voltaire, escritor e filósofo francês: Uma discussão prolongada significa que ambas as partes estão erradas. Uma semana de sucesso é o que vamos e merecemos ter! _________________________________________________________________________________________________

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Acesse nosso site: www.cmtreinamento.com.br Gerson Raul Persike é um especialista em atendimento, vendas, telesserviços e preparação de lideranças empresariais.

Filósofo e formado no Programa de Desenvolvimento de Dirigentes da Fundação Dom Cabral, aplica assessorias nas áreas de gestão de talentos, capacitação de lideranças e formação de equipes motivadas e produtivas. Empresário, é diretor da empresa “Comunicação & Mercado – Treinamentos Empresariais”, escritor, colunista, consultor e palestrante internacional. Efetua, também, cursos, treinamentos, palestras motivacionais, gestão e planejamentos comerciais e de atendimento para Organizações de sucesso no Brasil e exterior.

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