Exportações de Santa Catarina somam R$ 2,18 bilhões em fevereiro

Empresas venderam 7,47 mil toneladas a mais no mês passado na comparação com 2015 e, apesar dos preços internacionais menores, as empresas faturarem 34,57% mais na conversão para o Real

Os empresários catarinenses redobraram os esforços para exportar mais desde o ano passado, quando o cenário da crise econômica no Brasil já se desenhava pior do que o inicialmente projetado. Os efeitos positivos deste trabalho começam a ser vistos mais claramente neste início de ano. Em fevereiro Santa Catarina exportou 7,47 mil toneladas a mais que no mesmo mês de 2015. Um dos dados mais interessantes e relevantes é que o Estado conseguiu ampliar o volume vendido de 42 dos 50 principais produtos da pauta exportadora catarinense. 

Os preços internacionais mais baixos explicados por diversos fatores, contudo, fizeram com que este volume maior de exportações não significasse ganho em dólar – na verdade Santa Catarina teve resultado US$ 23,66 milhões menor em fevereiro. Mas se levarmos em conta a cotação do dólar comercial – em fevereiro de 2015 ele estava em R$ 2,86 e, no mesmo mês de 2016, em R$ 4 – as exportações catarinenses tiveram resultado de R$ 2,18 bilhões no mês passado – 34,57% mais do que no mesmo mês do ano passado.

As empresas catarinenses que seguiram exportando, mesmo quando o mercado interno estava aquecido, e as que começaram a exportar nos últimos anos estão colhendo bons resultados agora. Quando o mercado interno está ruim, uma saída inevitável é buscar resultados positivos fora do país, o que a indústria de Santa Catarina vem fazendo bem.

Avanços em volume…

Um dos principais indicadores que mostra o sucesso do trabalho do industrial catarinense para exportar mais está no aumento do volume dos principais produtos vendidos pelo Estado. No ranking da pauta exportadora, 42 dos 50 itens mais exportados tiveram aumento de volume no mês passado – sempre na comparação com fevereiro de 2015. Entre os 10 produtos mais vendidos para fora do país, por exemplo, apenas a soja e as carnes de outros animais (que não bovina, de frango ou suína) tiveram redução no volume. 

… e faturamento

Entre os 50 itens mais exportados, merecem destaque especial produtos que melhoraram expressivamente não apenas o volume vendido, mas também o resultado destas vendas. A exportação de carnes suínas congeladas passou de 7,12 mil toneladas para 14,47 mil toneladas e de US$ 19 milhões para US$ 25,6 milhões; a de madeira de coníferas cortada transversalmente ou desenrolada de espessura superior a 6mm passou de 15,76 mil toneladas para 27,5 mil toneladas e de US$ 7,89 milhões para US$ 11,31 milhões; e a de gelatinas e seus derivados passou de 550,5 toneladas para 1,09 mil toneladas e de US$ 3,49 milhões para US$ 6,30 milhões. Apenas para citar três dos mais expressivos crescimentos.

O futuro agora

O premiado arquiteto Arthur Casas apresenta hoje, a partir das 9h, no Shopping Casa & Design, em Florianópolis, o projeto N.O.V.A. – Nós Vivemos o Amanhã, uma proposta de residência que utilizou ideias de pessoas de várias partes do mundo. Arthur Casas elaborou a partir da interação digital com estas pessoas um projeto que inclui um quarto equipado com vídeo mapping que permite que o morador escolha o tipo de decoração que desejar através de projetores de imagem 3D. A casa do N.O.V.A. será erguida este ano em Niterói (RJ) e funcionará como um “living lab” onde pessoas comuns vão viver e testar novas soluções para a moradia. 

Divulgação/ND

Uma das propostas do projeto N.O.V.A. do escritório de Arthur Casas é um quarto com vídeo mapping que utiliza projeção em 3D para facilitar a redecoração do ambiente pelo morador 

Ano de ajuste…

O diretor presidente da Celesc, Cleverson Siewert, comentou pouco antes do evento promovido pelo Grupo RIC SC que reuniu lideranças econômicas e políticas na segunda-feira na Fiesc começar, que a estatal teve o “melhor começo de ano” nos últimos 15 anos em termos de desempenho do sistema elétrico no Estado. Ele destacou o planejamento, as obras e a estrutura que funcionou bem no Verão. O consumo, por outro lado, caiu em janeiro e em fevereiro, ficando longe do que a Celesc esperava para o período, segundo Siewert.

… e de investimentos

A expectativa do diretor presidente da Celesc é que a tendência de queda do consumo siga durante o restante do ano como efeito da retração econômica no país e que tem reflexos em Santa Catarina. “Mas temos um ano bastante importante de ajuste ou de continuidade de ajuste. Renovamos a concessão e temos uma série de compromissos com o órgão regulador que temos que cumprir”, comentou. Neste ano, apesar da retração do consumo, a Celesc planeja seguir os investimentos feitos no ano passado e desembolsar R$ 300 milhões em distribuição e R$ 100 milhões em geração e em novos negócios.

Locação de imóveis

A Universidade Secovi, do Sindicato da Habitação, está com inscrições abertas para o curso inédito de aprimoramento em locação de imóveis. O curso tem 81 horas de duração e começa a ser ministrado na próxima segunda-feira. As inscrições podem ser feitas pelo site do sindicato

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foi a média de emplacamentos registrada em Santa Catarina em fevereiro, mês com 18 dias úteis e um total de 11.218 emplacamentos no Estado. Em janeiro, com 20 dias úteis, foram feitos 11.419 emplacamentos – média de 571 por dia. Esses números ajudam a explicar a melhora na média diária de vendas no Estado no mês passado, na comparação com janeiro, segundo o diretor da Fenabrave/SC André Andreazza. As regiões Sul e do Vale do Itajaí registraram aumento de 7,68% e 6,13% nas vendas de veículos no mês passado na comparação com janeiro. 

Quatro experimentos

A catarinense Cerveja Blumenau estreia hoje no Festival Brasileiro da Cerveja oferecendo os seis rótulos que a empresa fabrica normalmente e mais quatro chopes experimentais que estarão à disposição do público pela primeira vez. “Sabemos da importância do evento e chegaremos a ele prontos para mostrar a qualidade dos nossos produtos”, comentou em nota Valmir Zanetti, sócio da empresa.

Inovação disruptiva

Os organizadores da Expogestão confirmaram a participação de Romeo Busarello (foto), diretor executivo de Marketing da Tecnisa, como um dos participantes do painel Inovação Disruptiva do evento. Busarello debaterá com Guilherme Telles, diretor geral do Über no Brasil, e com Eric Acher, diretor executivo da Monashees Capital, sobre os produtos e serviços mais simples, convenientes e, geralmente, mais baratos que estão despontando cada vez mais no mercado. 

Divulgação/ND

O diretor executivo de Marketing da Tecnisa, Romeo Busarello, vai participar do painel Inovação Disruptiva da Expogestão junto com Guilherme Telles e Eric Acher
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