Segredos e fofocas

Tancredo Neves, presidente brasileiro que, infelizmente, não chegou a governar, já dizia quando alguém vinha lhe contar um segredo:

Divulgação / ND Online

Gerson Raul Persike

– Conte não, meu filho… Conte, não! Porque se você que é o dono do segredo não consegue guardá-lo para si, imagine eu!

Essa é uma boa postura: Não querer saber de fofocas e não propagá-las. Por quê? Porque a fofoca é desagregadora nas relações humanas. O boato, a picuinha, a informação desencontrada, normalmente estão envoltas em uma nuvem de maledicências e de inverdades, só contribuindo para a falha de comunicação, a perda de tempo e a improdutividade.

Existem, é bem verdade, os segredos profissionais como aqueles que são estratégicos e que devem ser guardados a quem lhes forem confiados. Normalmente são informações sigilosas das empresas e tem a ver com lançamentos de produtos, mudanças táticas de processos ou outras ações que só devem vir à tona no momento certo.

Mas, também existe aquela informação de bastidor, que alguém comenta do ouvir dizer.

Ou seja: Não são fatos! São possibilidades que podem, ou não, se concretizar.

E aí nascem os problemas, porque entre o dito e o não dito, a informação e o boato, surgem as fofocas.

Quando o profissional faz uso de seu tempo para criar ou espalhar boatos está incorrendo em graves erros.

O primeiro deles é o de desperdiçar o dinheiro da empresa, pois, certamente, ele não foi contratado para a função de fofoqueiro-mor. Outro problema: Ele está atrapalhando o fluxo de trabalho e desperdiçando, também, o tempo dos outros.

Por último, há a questão da falta de ética em se espalhar boatos e fofocas. O fato é que, normalmente, ninguém confirma a informação, verificando se há ou não veracidade no que se está informando. O ideal é que, antes de passarmos uma informação adiante, possamos verificar se ela é correta e verdadeira, se é necessário que se informe e se haverá benefícios justos ao propagá-la. Do contrário, é melhor ficar de boca fechada.

Até porque quando alguém tem o carimbo de “fofoqueiro” estampado na testa, este perde completamente a moral perante a equipe, seus superiores e a empresa onde trabalha e, brevemente, poderá ir fazer fofoca à vontade na fila dos desempregados.

Ética, sigilo profissional e bom senso na comunicação são características fundamentais para quem quer ter êxito pessoal e profissional.

Uma semana de sucesso é o que vamos e merecemos ter!

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Gerson Raul Persike é um especialista em atendimento, vendas, telesserviços e preparação de lideranças empresariais. Filósofo e formado no Programa de Desenvolvimento de Dirigentes da Fundação Dom Cabral, aplica assessorias nas áreas de gestão de talentos, capacitação de lideranças e formação de equipes motivadas e produtivas. Empresário, é diretor da empresa “Comunicação & Mercado – Treinamentos Empresariais”, escritor, colunista, consultor e palestrante internacional. Efetua, também, cursos, treinamentos, palestras motivacionais, gestão e planejamentos comerciais e de atendimento para Organizações de sucesso no Brasil e exterior.