Duplicação da BR 101 virou deboche

Se o governo federal faz pouco caso, porque não usar a criatividade para resolver a situação? Pensar não custa e pode resolver.

A demora na duplicação da BR 101 sentido Sul passou da conta. O valoroso povo do sul catarinense não entende a razão de tanto descaso. Por ali, trafegam várias frotas que transportam milhares de toneladas e se deslocam entre estacas, caminhos interrompidos, aclives e declives inesperados e toda a sorte de óbices. À noite, o problema é ainda maior, pois a sinalização precária dificulta a visão, confunde e se constitui em risco de vida. Se ocorrer um acidente na parte não duplicada, o “comboio” fica imóvel em espera que pode durar horas. Sou testemunha do descaso.

Alternativa

Se o Governo Federal não se mexe, será que o Governo Estadual não poderia chamar a si essa missão? Claro que os custos são altos e não há orçamento. Contudo, nada que não caiba na criatividade de quem conhece o mercado internacional. Envolve o jogo das forças políticas e, sobretudo, a vontade de fazer. É coisa para parceria. Uma boa engenharia financeira poderia abrigar interesses locais e internacionais com a vantagem de se negociar o abate da dívida estadual com a União. Não é miragem. É experiência.

Brasil Maior

As medidas anunciadas pelo Governo brasileiro revelam não só a necessidade de que o Brasil tem de crescer sua para enfrentar essa longa crise da economia internacional, mas também mostra que não se pode tratar à míngua o setor industrial, que é poderoso, fomentador do desenvolvimento e que costuma empregar muita gente. As medidas foram tomadas com base na pressão dos industriais de todo o Brasil e que na verdade já eram esperadas. O governo deixou a água chegar até o pescoço e só depois se mexeu para não morrer afogado.

Desafio

Fica a esperança de que a economia possa crescer e gerar investimentos, que sempre precisam de gente. Contudo, o maior desafio da economia brasileira é reduzir o nível da taxa de juros, para que o país pare de trabalhar apenas para pagar a dívida interna contraída, porque os governos que se sucedem não sabem administrar a coisa pública. No Brasil, gastamos muito e errado. Há muita gente pendurada no governo e nós pagamos a conta. Quase não sobra para investimento.

Selic e o câmbio

Reduzir a taxa de juros é fundamental para combater o problema da taxa de câmbio valorizada. É que os países estrangeiros aplicam seus capitais por aqui para tirar vantagem das taxas de juros, no que o jargão econômico chama de arbitragem. Lá fora, as taxas são muito menores. Entre ganhar pouco lá e muito por aqui, preferem investir no Brasil, o que ajuda a manter o real nas alturas, favorecendo as importações e a sua viagem ao exterior. Só que isso ajuda a afundar ainda mais nossas indústrias.

Seu bolso

Nas medidas do Brasil Maior, o governo tenta privilegiar vários setores da indústria, entre eles de têxteis e calçados. O BNDES criará linhas específicas e com taxas de juros mais baratas. Mas tem gente misturando as estações, pois isso não tem nada a ver com seu bolso. Se você usar o cheque especial vai pagar de juros mais de 250% ao ano, um absurdo. Por isso, é bom se conter porque ainda vai demorar até seu bolso sentir a diferença.

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