1 em cada 5 servidores da UFSC não se vacinou contra Covid-19, aponta monitoramento

Para professor, passaporte da vacina é fundamental para retomada do ensino presencial; na graduação, o 1º semestre de 2022 começa em 18 de abril

Um em cada cinco servidores da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), incluindo professores e técnicos administrativos, optou por não se vacinar contra a Covid-19, ou seja, não tomou nenhuma dose.

1 em cada 5 servidores da UFSC não se vacinou contra Covid-19, aponta monitoramento- Foto: Divulgacão/O Trentino/ND1 em cada 5 servidores da UFSC não se vacinou contra Covid-19, aponta monitoramento- Foto: Divulgacão/O Trentino/ND

É o que alerta o professor Sérgio Fernando Torres de Freitas, membro da Comissão Permanente de Monitoramento Epidemiológico da UFSC e docente do programa de pós-graduação em Saúde Coletiva.

Para ele, o dado é “extremamente preocupante, porque no retorno presencial às atividades esses servidores são potenciais candidatos a ficarem doentes, com as formas mais graves”.

As informações estão disponíveis no Painel Ativo de Dados Epidemiológicos da UFSC, e têm como fontes a Prodegesp/UFSC (Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas) e as Secretarias Municipais de Saúde.

Retorno das aulas

A UFSC retomou as aulas do semestre letivo 2021.2 nos cursos de graduação e pós-graduação na última segunda-feira (31). O semestre continuará com ensino remoto até seu encerramento em 26 de março.

Na graduação, o primeiro semestre de 2022 começa em 18 de abril de forma presencial e vai até 3 de agosto. Na pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado), o calendário referencial para os diferentes regimes prevê aulas a partir de 7 de março.

Já o NDI (Núcleo de Desenvolvimento Infantil) e o Colégio de Aplicação seguem calendário diferenciado e deverão iniciar em 10 de fevereiro a Fase 3 de enfrentamento à pandemia, com retomada plena das atividades presenciais.

“Passaporte é fundamental”

Para o professor Sérgio Fernando Torres de Freitas, é importante que cuidados sejam tomados para prevenir a proliferação do vírus com o retorno das atividades presenciais. “Eu entendo que o passaporte da vacina é fundamental para a retomada do ensino presencial seguro”, defende Freitas.

Questionada, a UFSC informou nesta quinta-feira (3), que a medida está em estudo e um posicionamento oficial deve ser anunciado em breve.

Quanto ao dado relacionando à vacinação de servidores, a Universidade diz que está estudando elaborar um novo tipo de levantamento com informações coletadas internamente com os servidores.

Sondagem feita pelo Metrópoles e divulgada esta semana mostra que 27 universidades brasileiras já decidiram cobrar a comprovação da vacina, quatro não vão exigir e 34 ainda não decidiram ou não retornaram o contato da reportagem.

Vítimas são pessoas que não se vacinaram

O professor e membro da Comissão Permanente de Monitoramento Epidemiológico da UFSC também alerta para a importância da vacinação na prevenção aos casos mais graves da doença.

Ele apresenta dados que revelam que as vítimas da Covid-19, em 2022, são pessoas que não se vacinaram.

“Os dados nos mostram que com a ômicron, e com o nível de vacinação que nós temos, de cada 10 mil pessoas, morrem aproximadamente 150; dessas 150, 136 são não-vacinadas. Isso mostra o impacto da vacina. Dos 14 que estão vacinados, 12 têm mais de 70 anos e todos têm comorbidades. Então, com a vacina, a doença se tornou mais branda, menos perigosa”, aponta Freitas.

Dados estaduais divulgados pelo secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, apontam que 69% dos internados com Covid-19 nos hospitais públicos de Santa Catarina não tinham recebido a dose de reforço.

Além disso, de acordo com a Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina), a taxa de morte entre os adultos não vacinados ou com a vacinação incompleta é de 39 vezes maior em comparação ao grupo que recebeu a dose de reforço.

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