Alunos e professores de SC terão internet paga pelo Estado

Diretrizes de retorno às aulas apresentadas nesta quinta-feira (11) pelo secretário de Educação apresentaram os modelos de ensino possíveis na rede estadual

O secretário de Educação Luiz Fernando Vampiro anunciou nesta quinta-feira (11) que o governo catarinense irá patrocinar a internet usada por alunos, professores e equipe pedagógica da rede estadual em 2021.

A medida vale para atividades escolares realizadas na plataforma Google Classroom (que permite que professores e estudantes se conectem e acessem livros em PDF e atividades) e por um aplicativo que será oferecido pelo governo do Estado.

Luiz Fernando Vampiro fala sobre volta às aulas no estadoLuiz Fernando Vampiro anuncia internet patrocinada pelo governo do Estado aos alunos, professores e equipe pedagógica da rede estadual – Foto: Maria Fernanda Salinet/ND

Além disso, segundo Vampiro, as escolas terão autonomia para escolher entre três modelos de ensino: 100% presencial, híbrido (parte em casa e parte na escola), e 100% remoto.

Nos casos dos modelos presencial e híbrido devem ser respeitados o distanciamento de 1,5 metro entre classes e a segurança da comunidade escolar, de acordo com a SED (Secretaria de Estado da Educação). As aulas voltarão no dia 18 de fevereiro e já foram entregues mais de 1 milhão de máscaras aos alunos. Outros itens, como álcool gel e EPIs (Equipamento de Proteção Individual) também serão disponibilizados.

O secretário avalia que qualquer volta às aulas é complexa, mas que o Estado está preparado. “A retomada do ano letivo normal é complexa e exige ajustes, imagine em meio à pandemia”, afirma Vampiro.

Conforme o secretário, o telefone 0800 644 7890, criado para atender dúvidas de estudantes e pais, teve o horário de funcionamento ampliado das 7h às 19h. Vampiro define o canal como “superimportante para criar soluções rápidas”. Por meio dele, será possível que os pais e responsáveis realizem denúncias de descumprimento das normas sanitárias pelas escolas.

Quantidade de alunos por sala

O mapa de risco de Covid-19, que chegou a limitar a quantidade de alunos por sala, especialmente no nível grave e no gravíssimo, deixou de ser um critério utilizado.

Conforme o secretário adjunto de Educação Vitor Fungaro Balthazar, o essencial é que as escolas respeitem o distanciamento de 1,5 metro entre os alunos, dentro e fora da sala de aula. “Com 1,5 metro entre as carteiras você pode funcionar nesse quesito, [o mapa] deixou de ser um limitador do espaço físico”, explica.

Sala de aula do Instituto Estadual de Educação, em Florianópolis, que é um modelo do distanciamento entre classes – Foto: Maria Fernanda Salinet/NDSala de aula do Instituto Estadual de Educação, em Florianópolis, que é um modelo do distanciamento entre classes – Foto: Maria Fernanda Salinet/ND

Entenda os modelos de ensino

São 1.067 unidades escolares que irão definir qual modelo de ensino irão adotar, conforme as particularidades de cada uma, para atender cerca de 520 mil alunos.

De acordo com a SED, os relatórios com as informações, que incluem números de alunos matriculados e modelo escolhido por cada escola, serão entregues à secretaria às 14h desta quinta. Apenas assim será possível dar um panorama mais detalhado e preciso do cenário escolar de 2021, o que será divulgado nos próximos dias.

Modelo 1 – 100% presencial

Segundo o secretário Vampiro, esse modelo é considerado o ideal.

  • Escola sem problemas estruturais e que pode receber todos os alunos;
  • Unidade que tenha espaço para o espaçamento de 1,5 metro entre classes;
  • Sem professores nem alunos com comorbidades;
  • Sem pais ou responsáveis que queiram deixar o filho em casa.

Modelo 2 – tempo casa/tempo escola

Este é o modelo de ensino híbrido, que alterna o ensino presencial e o remoto. Os pais e mães irão assinar um termo de responsabilidade que  determina que por 15 dias os alunos não poderão frequentar as unidades escolares. “É para nós termos segurança, em relação à programação alimentar”, afirma o secretário.

  • A escola está em condições estruturais para receber os alunos;
  • Há espaço para o distanciamento de 1,5 metro entre os estudantes;
  • Professores que integram o grupo de risco irão ministrar em casa as aulas;
  • Pais ou responsáveis que querem o retorno presencial e aqueles que não querem.

Além disso, o aluno que ficar em casa irá receber o kit alimentação para comer a refeição que seria oferecida na escola em casa.

Modelo 3 – 100% remoto

As escolas que irão adotar esse modelo não estão com a estrutura finalizada para acolher os estudantes, seja por ser uma unidade nova ou por ter passado por reformas que ainda não foram finalizadas em decorrência do ciclone-bomba, por exemplo. O fenômeno atingiu o Estado em agosto do ano passado e causou estragos em diversas escolas.

Dessa forma, as atividades serão totalmente remotas. Ainda não há dados de quais escolas ou quanto tempo elas permanecerão fechadas. Os alunos receberão material impresso e kit alimentação durante esse período.

“Podemos democratizar a volta às aulas. Não há nenhum tipo de pressão, a diretoria de ensino, a diretoria administrativa, de pessoas, está respeitando aqueles que estão no grupo de risco. Não queremos potencializar [a contaminação]”, assegurou Vampiro.

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