Após formada, indígena de SC retorna à aldeia para atuar na área de saúde

Ela realizou seu sonho: ser enfermeira e poder atuar junto da sua comunidade onde cresceu

A Eliziane dos Santos é indígena, da etnia Kaingang e tem 24 anos. Ela saiu da Terra Indígena Xapecó, localizada no município de Ipuaçu, no Oeste catarinense, para realizar o seu sonho: ser enfermeira e poder atuar junto da sua comunidade.

Ela realizou seu sonho: ser enfermeira e poder atuar junto da sua comunidade. – Foto: Arquivo pessoal/Divulgação/NDEla realizou seu sonho: ser enfermeira e poder atuar junto da sua comunidade. – Foto: Arquivo pessoal/Divulgação/ND

Ela formou-se na UFFS (Universidade Federal da Fronteira Sul), Campus Chapecó, em junho e já conseguiu trabalho. Eliziane foi aprovada em um processo seletivo do Ministério da Saúde para atuar na terra indígena onde cresceu e gerenciar a equipe de profissionais de saúde que cuidou de sua própria saúde desde a infância.

A indígena ingressou na Universidade pelo PIN (Programa de Acesso e Permanência dos Povos Indígenas), na primeira prova realizada pela UFFS nessa modalidade. Ela conta que viveu a universidade intensamente: estudou bastante, fez parte de grupos, de projetos de extensão, de projetos de pesquisa – como voluntária e como bolsista – e foi monitora, contribuindo com os colegas indígenas que ingressavam na instituição.

Assista o depoimento de Eliziane, que conta sua trajetória.

Segundo ela, quando veio morar em Chapecó, para estudar, teve dificuldades com a mudança de cidade e de adaptação, já que nunca tinha saído da aldeia. Disse que sentiu preconceito por ser indígena, mas superou esses problemas durante o tempo da graduação, fez amizades, construiu relacionamentos e teve apoio de professores.

Eliziane comenta que o maior desafio foi ficar longe da família e superar as dificuldades do caminho. “Tive vontade de desistir, o apoio e incentivo da família foram fundamentais, eles têm orgulho de mim”, comentou.

Família orgulhosa da conquista. – Foto: Arquivo pessoal/Divulgação/NDFamília orgulhosa da conquista. – Foto: Arquivo pessoal/Divulgação/ND

Ela ficou sabendo do processo seletivo na semana da colação de grau, por meio de profissionais da saúde do polo indígena. Depois da formatura, fez a prova, a entrevista e foi aprovada. “Eu conheço a minha comunidade e as pessoas, e eles também me conhecem, e isso vai facilitar o trabalho e o atendimento”, destacou.

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