Avaliações mudam e ano letivo deve se estender; entenda

Mesmo com aulas online à disposição, universidades preveem que não vão conseguir terminar o ano letivo até dezembro

A pandemia de coronavírus embaralhou os calendários das universidades que pretendem em breve ter aulas online. Mesmo com esse recurso à disposição, as instituições preveem que não vão conseguir terminar o ano letivo de 2020 até dezembro. Esse é o caso da Unifesp (Federal de São Paulo), que prevê o fim das aulas até o final de março de 2021 com dez dias de recesso entre Natal e Ano-Novo. O início para calouros é previsto para maio.

Universidades devem estender o ano letivo de 2020 devido à pandemia do novo coronavírus – Foto: Marcos Santos/Jornal da USP/NDUniversidades devem estender o ano letivo de 2020 devido à pandemia do novo coronavírus – Foto: Marcos Santos/Jornal da USP/ND

Na Federal de Goiás (UFG), até mesmo as últimas chamadas para ingressantes do 1.º semestre de 2020 foram suspensas. “Dificilmente alguma universidade conseguirá fechar o ano letivo em 2020. Certamente estenderão para além do ano civil e com consequências para, no mínimo, dois anos subsequentes”, diz Edward Madureira Brasil, vice-presidente da Andifes, que reúne reitores das federais.

Prazos e avaliações flexíveis

As federais também preveem prazos e avaliações flexíveis. Na Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), quem não quiser cursar disciplinas online poderá trancar o curso e retomá-lo quando o calendário presencial for retomado. No 1º período letivo, não haverá reprovação por frequência.

Na UFABC, haverá possibilidade de escolher se quer aulas online e, se não quiser, também retomar apenas no presencial. A tendência é que as avaliações sejam mais interpretativas.

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