Colégio Catarinense, a arte de se reinventar aos 115 anos

Instituição centenária é referência na educação e reprograma desafios com inovação e tecnologia, lado a lado com a tradição jesuíta

Vista aérea da estrutura do Colégio Catarinense, no coração da Capital – Foto: Acervo/Colégio CatarinenseVista aérea da estrutura do Colégio Catarinense, no coração da Capital – Foto: Acervo/Colégio Catarinense

Inspirado nas memórias da chegada dos 115 anos voltados à educação em Florianópolis, o Colégio Catarinense reprograma seus desafios e reinventa a arte de ensinar, mantém o que há de mais profundo na tradição jesuíta e amplia com brilhantismo, os saberes da inovação e da tecnologia.

A data especial vem para reafirmar seus propósitos de excelência, desafiando o mundo da pandemia. O Catarinense, alicerçado em uma arquitetura imponente no coração da Capital, segue ao lado de seus 2 mil alunos e colaboradores, mesmo que por hora, a distância, desbravando o universo digital.

Espaços físicos belos e agradáveis para a convivência da comunidade escolar – Foto: Acervo / Colégio CatarinenseEspaços físicos belos e agradáveis para a convivência da comunidade escolar – Foto: Acervo / Colégio Catarinense

“Se retrocedermos no tempo, poderemos ver tantas mudanças e inovações que aconteceram pelos corredores, as expectativas e histórias de vida, o encantamento e dedicação dos jesuítas que construíram esse legado para milhares de alunos e famílias”, rememora o Padre João Cláudio Rhoden – Diretor Geral do Colégio Catarinense.

“Em nome da Direção, manifesto meu profundo sentimento de gratidão a todos que participaram desta história da educação de Florianópolis e de Santa Catarina”, declara o Diretor.

Fachada do Catarinense, em 1958. Vista da Baía Norte – Foto: Acervo / Colégio CatarinenseFachada do Catarinense, em 1958. Vista da Baía Norte – Foto: Acervo / Colégio Catarinense

Desafios não são novidade nesta história

Os frutos dessa caminhada de fé e educação são incontáveis. E desafios não são novidade. O primeiro registro da presença dos jesuítas na Vila de Desterro seria em 1553, alguns anos após a fundação da Companhia de Jesus. Depois, em 1751, a pedido de Dom José I, os jesuítas estabeleceram na Vila Nossa Senhora do Desterro sua primeira instituição educativa.

Entre altos e baixos desde 1750, chegou o dia 30 de agosto de 1905 quando, oficialmente, por meio da Lei Estadual nº 669, deu-se a criação do Ginásio Santa Catarina, atual Colégio Catarinense.

Foto aérea de parte do patrimônio arquitetônico em 1942 – Foto: Acervo / Colégio CatarinenseFoto aérea de parte do patrimônio arquitetônico em 1942 – Foto: Acervo / Colégio Catarinense

Assim, foi criado por contrato firmado em 04 de novembro de 1905 entre o governador do Estado e a Companhia de Jesus/Sociedade Antônio Vieira (SAV) e, iniciou as suas atividades letivas em 15 de março de 1906. Finalmente, cumprindo o que determinava o Decreto nº 4.245, de 9 de abril de 1942, o Ginásio passou a chamar-se Colégio Catarinense, reconhecido pelo Decreto Presidencial nº 11.235, de 6 de janeiro de 1943.

Fachada principal, em Imagem de 1939, quando as turmas eram masculinas – Foto: Acervo / Colégio CatarinenseFachada principal, em Imagem de 1939, quando as turmas eram masculinas – Foto: Acervo / Colégio Catarinense

Desde então, inúmeras foram as ocasiões em que a história do Colégio confundiu-se com a história de Florianópolis, a exemplo do primeiro jogo de futebol na Capital, a comemoração do Centenário da Independência do Brasil na cidade e a histórica vinda do Papa João Paulo II.

Visita do Papa a Florianópolis – 1991 – Foto: Acervo / Colégio CatarinenseVisita do Papa a Florianópolis – 1991 – Foto: Acervo / Colégio Catarinense

Avanços garantidos, mesmo na pandemia

 “A chegada da pandemia mexeu profundamente com todos. Talvez a maior dificuldade foi embarcar num novo paradigma de aprendizagem, onde a modalidade remota se fez necessária. Tivemos, entretanto, aprendizagens muito significativas. Todos precisaram se adaptar aos novos desafios que o distanciamento nos apresentou”, observa Louisa Carla Farina Schröter – Diretora Acadêmica do CC.

“Hoje, temos professores mais dinâmicos, estratégias de aprendizagem baseadas em metodologias ativas, interações vivas, refundadas sob bases inéditas. Estão todos cada vez mais ativos nas abordagens virtuais, garantindo os avanços dos estudantes”, relata a Diretora.

“Não estamos programados para desligar”

Evento com alunos sobre Inovação e tecnologia em 2019 – Foto: Acervo / Colégio CatarinenseEvento com alunos sobre Inovação e tecnologia em 2019 – Foto: Acervo / Colégio Catarinense

O Professor Carlos Mendes, coordenador da área de pensamento computacional, explica sobre esta disciplina, que começa no quarto ano fundamental. “O aprendizado perpassa pela produção de linguagem de programação, através do uso de metodologias ativas, como a gameficação, favorecendo o protagonismo dos alunos e o trabalho em equipe”, conta o Coordenador.

“Na pandemia, todos nós percebemos o quão importante é sabermos utilizar os computadores, ao subitamente necessitarmos utilizá-los para dar continuidade ao ano letivo. O Catarinense possui em seu sistema, as linhas de código da inovação, ao mesmo tempo em que mantemos a tradição. Neste ano, completamos 115 anos e não estamos programados para desligar”, brinca o professor.

Colégio Catarinense

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