Com salário de até R$ 11 mil para professores, projeto em SC é entregue na Alesc; entenda

Reajuste proposto pelo governo de SC beneficiará quase 78 mil professores caso seja aprovado; projeto passa por análise de comissão para não deixar 'cobertor curto' para as outras categorias

O governo de Santa Catarina enviou para a Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) o projeto para reajustar a tabela salarial dos professores do Estado, repondo as perdas com a inflação dos dois últimos anos. A cerimônia ocorreu na manhã desta terça-feira (19). A reportagem conta com informações da Agência Alesc.

Entrega do projeto de reajuste de salário dos professores de SCProjeto foi entregue na manhã desta terça-feira na Alesc – Foto: Bruno Collaço/Agência AL/Divulgação/ND

Caso aprovado pelos parlamentares, todos os docentes que não foram contemplados no reajuste do piso salarial receberão aumentos que variam de 10% a 56%. O salário mais alto da carreira, recebido pelos professores com doutorado, passa de R$ 7.084 para R$ 11.086 – considerando os adicionais por tempo de serviço recebidos ao longo da carreira.

São quase 78 mil professores que se enquadram no grupo. Dentre eles servidores ativos (19.520), inativos (27.955 ) e ACTs (admitidos em caráter temporário) (30.208). O valor investido é de mais de R$ 1,27 bilhão. Ele deve ser aplicado a partir de de janeiro de 2022, quanto também o salário deve ser alterado, em caso de aprovação.

O objetivo, além de corrigir a inflação, é valorizar a categoria e estimular a formação dos professores. O secretário de Estado da Educação, Luiz Fernando Vampiro, aproveitou a ocasião para divulgar a criação um auxílio financeiro de R$ 40 por hora para que os professores participem de formações. No caso de 20 horas, o valor pago pode chegar a R$ 800.

Reajustes

O projeto é como um complemento ao novo “piso salarial”, aprovado há dois meses. Este último foi direcionado exclusivamente aos professores com nível superior e que trabalham 40h.

O projeto de agora prevê um ajuste nos seguintes termos, conforme o secretário estadual de Administração, Jorge Tasca:

  • servidores de nível médio, licenciatura curto, ensino superior, pós-graduação e especialização: variação de reajuste de 10% a 23%;
  • nível de mestrado: reajuste superior a 28%;
  • doutorado: superior a 56%.

A coluna do Moacir Pereira teve acesso ao projeto. A nova tabela base é a seguinte:

Tabela salarial - Reprodução/ND
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Tabela salarial - Reprodução/ND
Tabela salarial - Reprodução/ND
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Tabela salarial - Reprodução/ND

Entenda os próximos passos

Agora o projeto tramita na Alesc, onde passa pela avaliação de uma comissão mista, formada para analisar todas as propostas de reajuste salarial do funcionalismo público catarinense.

As demais categorias também terão propostas de reajuste. A votação em plenário deve ocorrer após a entrega e apreciação de todas as propostas, que serão votadas conjuntamente. Já foi entregue também o projeto para a segurança pública.

Sete deputados das três comissões de Constituição e Justiça, Finança e Tributação e Trabalho comandam os trabalhos.Participam os deputados Marcos Vieira (PSDB), Valdir Cobalchini (MDB) Mauricio Eskudlark (PL), Julio Garcia (PSD), Moacir Sopelsa (MDB), Milton Hobus (PSD) e Volnei Weber (MDB) – estes dois últimos são presidente e vice-presidente, respectivamente.

“Vamos buscar um ponto de equilíbrio para fazer com que nenhum servidor fique desprotegido. Se o governo tem um valor X para disponibilizar de aumento, é importante que o cobertor não fique curto para ninguém. Vamos levar ao governo o que a sociedade e os nossos servidores sentem”, afirma Weber.

O presidente da Alesc, deputado Mauro de Nadal (MDB), acredita que o projeto estará pronto para ser pautado no plenário até o fim de novembro.

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