Como a escola pode incluir o aluno imigrante no ensino?

Aproximar a cultura de alunos imigrantes com os temas discutidos em sala pode despertar valores no ambiente educativo que promovam o respeito, inclusão e senso de pertencimento

Encontrar estrangeiros nas escolas tem sido mais comum do que se possa imaginar, já que o aumento na matrícula de estudantes de outras nacionalidades vem aumentando a cada ano que passa.

Patrícia Momm dos Santos, professora de inglês da EM Governador Pedro Ivo Campos, ensinou em suas aulas sobre países, nacionalidades e a importância da cultura  – Foto: EM Governador Pedro Ivo Campos/Divulgação/its TeensPatrícia Momm dos Santos, professora de inglês da EM Governador Pedro Ivo Campos, ensinou em suas aulas sobre países, nacionalidades e a importância da cultura  – Foto: EM Governador Pedro Ivo Campos/Divulgação/its Teens

Com o olhar atento do professor, esse encontro de culturas pode aproximar os alunos imigrantes do ensino com os temas discutidos em sala e despertar valores no ambiente educativo que promovam o respeito, a inclusão e o senso de pertencimento.

Na Escola Municipal Governador Pedro Ivo Campos, por exemplo, as aulas de Inglês sobre a temática países e nacionalidades, aplicadas aos alunos dos sextos anos do Ensino Fundamental, teve uma abordagem diferente: com a oportunidade de compartilhar o espaço educativo com alunos imigrantes, a professora Patrícia Momm dos Santos resolveu escrever um texto, em inglês, sobre as alunas do Haiti e República Dominicana para apresentar a cultura dos países delas aos outros alunos da turma.

“Eu pensei: ‘poxa, mas a gente tem alunos de outras nacionalidades aqui na escola, eu vou escrever um texto para apresentar essas alunas. Eu produzi o texto, eles (alunos) tinham que ler, porque era atividade de leitura, e coloquei algumas perguntas. E nesse momento, a gente começou a conversar e despertou o interesse neles”, conta a professora sobre a curiosidade dos alunos para conhecer mais os países das alunas imigrantes.

Uma das histórias contada em inglês foi da aluna Ludhisiana Verona Jeda Clement, do sexto ano. Nascida em Jacmel, no Haiti, veio para o Brasil por conta das dificuldades que a família estava enfrentando em seu país de origem.

Acolhida e bem recebida na unidade, Ludhsiana conta que a escola em que estuda no Brasil é muito diferente do modelo de ensino do Haiti. “No Haiti tem um professor para tudo, não é uma escola grande e tem que pagar”, relembra.

Além disso, a aluna observa a mudança no tratamento entre professor e aluno no Brasil em comparação com o Haiti. Com lembranças de abusos psicológicos e físicos sofridos na escola, Ludhsiana diz que já chegou a apanhar de professor no Haiti por não ter feito a tarefa de casa. “Se você não estuda, ele (professor) bate.”

Inspirados nos estudos desta temática, depois de conhecer a história dos países das alunas de outras nacionalidades, os estudantes construíram um pequeno livro, chamado de My Little Book (Meu Pequeno Livro), para contar sobre a história de um país de sua escolha, de acordo com informações estabelecidas pela professora Patrícia.

Aproximação na prática

A aluna do sexto ano, Ludhisiana Verona Jeda Clement, nasceu no Haiti e teve sua história contada pela professora em uma das aulas de inglês – Foto: EM Governador Pedro Ivo Campos/Divulgação/its TeensA aluna do sexto ano, Ludhisiana Verona Jeda Clement, nasceu no Haiti e teve sua história contada pela professora em uma das aulas de inglês – Foto: EM Governador Pedro Ivo Campos/Divulgação/its Teens

As oportunidades de trabalhar a cultura de alunos imigrantes dentro de temáticas nas aulas de Inglês, também podem servir de inspiração e ideias para que professores de outros componentes curriculares consigam buscar alternativas para explorar e aprender com as diferenças culturais em sala de aula. Então, na prática, o que pode ser feito:

– Contextualizar a situação cultural, econômica e social do país do qual o aluno da turma de outra nacionalidade representa.

– Promover discussões, rodas de conversa e espaços em que o(a) aluno(a) imigrante possa falar sobre o seu país.

– Organizar apresentações culturais, seja de música, arte, teatro que aproxime as experiências do aluno imigrante com a realidade brasileira.

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