Dilma Rousseff quer ampliar cooperação com a Finlândia para formação de professores

Em visita ao país, presidenta ainda disse que seu governo não está envolvido em nenhum escândalo de corrupção

Em visita oficial à Finlândia, a presidenta Dilma Rousseff afirmou, nesta terça-feira (20), que quer ampliar a relação comercial e de cooperação educacional com o país escandinavo. Dilma se reuniu em Helsinque com o presidente finlandês, Sauli Niinistö, e, em seguida, os dois deram declarações à imprensa.

“Transmiti ao presidente a admiração dos brasileiros pelo modelo educacional da Finlândia, modelo que é hoje uma referência global”, disse a presidenta ao falar do estreitamento da relação entre os dois países. “Queremos intensificar as ações conjuntas na educação básica. Gostaríamos de intensificar a cooperação bilateral em matéria de formação de professores, tanto para o ensino básico como para o ensino técnico e vocacional”, completou Dilma.

Roberto Stuckert Filho/Agência Brasil

Dilma esteve com o presidente finlandês, Sauli Niinistö

A presidenta também elogiou a parceria Brasil-Finlândia no Programa Ciência sem Fronteiras, que promove o intercâmbio de estudantes brasileiros em universidades estrangeiras, e disse que propôs ao colega finlandês a criação de um centro de inovação bilateral com sedes nos dois países.

No âmbito comercial, Dilma disse que espera mais investimentos finlandeses no Brasil, especialmente no setor naval e de exploração de petróleo offshore (campos marítimos).

Corrupção

Durante a visita à Finlândia, Dilma ainda afirmou que seu governo não está envolvido em esquema de corrupção e preferiu não se estender ao comentar a declaração feita na segunda-feira (19) pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, de que o governo brasileiro está envolvido no maior escândalo de corrupção no mundo.

“Primeiro, não vou comentar palavras do presidente da Câmara. Segundo, meu governo não está envolvido em nenhum escândalo de corrupção. Não é o meu governo que está sendo acusado atualmente”, disse.

Ao ser questionada se a Petrobras é uma empresa de seu governo, a presidenta respondeu que “não é a empresa Petrobras que está envolvida no escândalo. São pessoas que praticaram corrupção e elas estão presas”.

Para ela, o objetivo da oposição é inviabilizar a ação do governo, mas isso não ocorrerá, “faça ela (oposição) quantos pedidos de impeachment fizer”.

Agenda internacional

Segundo Dilma, ela e Niinistö também conversaram sobre temas da agenda internacional e o Brasil recebeu apoio finlandês ao pleito por um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas).

A presidenta brasileira também destacou a conversa sobre a negociação do clima, que terá nova rodada em dezembro, durante a 21ª Conferência das Partes da Convenção da ONU sobre Mudança do Clima (COP-21), em Paris.

“Reafirmamos o compromisso com a Agenda 2030 e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e desejamos que a COP-21, em Paris, alcance um acordo justo, equilibrado, ambicioso e duradouro”.

Informações da Agência Brasil

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