Moacir Pereira

Notícias, comentários e análises sobre política, economia, arte e cultura de Santa Catarina com o melhor comentarista politico de Santa Catarina. Fundador do Curso de Jornalismo da UFSC, da Academia Catarinense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, é autor de 53 livros publicados.


Educação em SC: o fim da hipocrisia

Das 6 mil escolas de SC, 4 mil já tem comitês estragégicos de enfrentamento do coronavirus

Agiu bem o desembargador Paulo Bruschi ao acolher o pedido de reconsideração do Procurador Geral do Estado, Dagoberto Brião, e autorizando o cumprimento de portarias conjugadas das Secretarias da Educação e Saúde, pelo reinicio das aulas presenciais na rede pública estadual de ensino.
Uma nova realidade, cujos benefícios deve ser creditada à decisão da governadora interina Daniela Reinehr, que determinou o recurso judicial a Procuradoria Geral do Estado.
Importante destacar a posição do Ministério Público Estadual, no inicio contra a reabertura, depois com promotores contrários ou titubeantes, mas no final com clara defesa do retorno, com protocolos de segurança e proteção a saúde das crianças, adolescentes, professores e servidores.
Pontos também para o Sindicato das Escolas Particulares, os diretores e professores da rede privada, e especial de seu presidente Marcelo Batista, há meses numa campanha incansável pelo retorno das aulas presenciais.
Outra atuação relevante foi a mobilização da sociedade civil aqui da Capital, particularmente, o “Movimento Pais pela Educação”, formado em agosto. Vem lutando de forma incansável pelo retorno presencial, com base em estudos científicos e pelo que ocorre desde abril em países europeus. Movimento liderado pela doutora Josiane de Souza, tem a
participação de médicos, advogados, empresários, juízes, donas de casa e outros profissionais.
Todos preocupados com seus filhos e milhares de crianças aprisionadas em suas residências só com ensino virtual. Numa situação surreal, com uma grande hipocrisia. As crianças podiam circular em todos os lugares e eventos públicos e com aglomerações; menos comparecer nas escolas.
Afinal, lugar de criança é na escola.