Greve na educação atinge escolas e creches de Florianópolis

Sindicato reivindica "condições sanitárias seguras" para retomar ensino presencial em Florianópolis; movimento completa duas semanas. Veja quais escolas paralisaram

A greve do Sintrasem (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis) atinge 106 instituições de ensino de Florianópolis, entre creche e escolas. Destas, cinco estão completamente fechadas. Os dados são desta quarta-feira (7).

Mais de 100 escolas de Florianópolis estão em greve total ou parcialRede municipal de Florianópolis conta com 36 escolas e 86 núcleos de educação infantil – Foto: Arquivo/Governo de SC/Divulgação/ND

Conforme o, levantamento da Secretaria de Educação de Florianópolis, apenas 18 instituições de ensino não são afetadas pela greve, sendo duas escolas e 16 creches. Estão funcionando parcialmente 31 escolas e 70 creches.

Quatro escolas e uma creche estão com todas as atividades paralisadas. São elas: as escolas básicas Albertina Madalena Dias (Vargem Grande), Costa da Lagoa (no bairro de mesmo nome), Mâncio Costa (Ratones) e a escola Paulo Fontes (Santo Antônio de Lisboa). A creche anexa a Escola Costa da Lagoa também está sem aulas presenciais.

A rede municipal de Florianópolis conta com 18.943 estudantes do ensino fundamental, distribuídos em 37 escolas. Há também 12.144 crianças atendidas nos 87 núcleos de educação infantil. Nos EJA (Educação de Jovens, Adultos e Idosos) estão matriculados 1.406 alunos.

Greve

A greve foi deflagrada há duas semanas, no dia 24 de março. Naquela data estava previsto o início da implementação do ensino híbrido em Florianópolis, que uniria atividades remotas e presenciais. A retomada seria gradual, atingindo todas as instituições até a próxima sexta-feira (9), segundo a pasta.

De acordo com o sindicato, as atividades presenciais serão retomadas apenas quanto a Prefeitura garantir “condições sanitárias seguras”. O movimento cita a escalada de casos entre escolas municipais, e os registros de morte por Covid-19 professores e servidores.

“Greve ilegal”

O Sintrasem tentou realizar uma mesa de negociação nesta terça-feira (6) com a Prefeitura de Florianópolis. Entretanto, a diretriz tomada pela Prefeitura é apenas negociar quando o sindicato sair da greve.

O secretário de Educação, Maurício Fernandes, ressaltou ainda que a Justiça entendeu que a greve dos trabalhadores da educação é ilegal. O desembargador Paulo Ricardo Bruschi fixou multa de R$ 100 mil ao Sintrasem, por dia, em caso de descumprimento das medidas. A Prefeitura de Florianópolis entrou com o pedido para o cumprimento da medida.

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