Maioria defende volta das aulas presenciais na UFSC, diz pesquisa

Levantamento inédito contratado pelo Grupo ND ao Instituto Mapa apontou que 64,1% da população de Florianópolis disseram que o ensino presencial já deveria ter voltado na universidade

Para 64,1% da população de Florianópolis, a UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) já deveria ter voltado com as aulas presenciais. O número é resultado de uma pesquisa inédita contratada pelo Grupo ND ao Instituto Mapa que avaliou as percepções da população de Florianópolis sobre os procedimentos da UFSC diante da pandemia da Covid-19.

Maioria da população de Florianópolis defende volta das aulas presenciais na UFSC, diz pesquisa – Foto: Henrique Almeida / Agecom/Divulgação/NDMaioria da população de Florianópolis defende volta das aulas presenciais na UFSC, diz pesquisa – Foto: Henrique Almeida / Agecom/Divulgação/ND

Desde março de 2020, a instituição suspendeu todas suas atividades de ensino presencial e a previsão do retorno do ensino em sala de aula é para abril de 2022.

Outros 22,6% discordam do retorno neste formato e opinaram que as aulas presenciais ainda não podem voltar devido à pandemia. Para 12,0% dos pesquisados, o ensino presencial já poderia ter retornado, numa forma mista combinando com parte das aulas on-line. Outro 1,4% se mostrou indiferente ou não soube responder.

A maioria dos entrevistados disse que a UFSC já poderia ter retornado com as aulas presenciais – Foto: Instituto MAPA/NDA maioria dos entrevistados disse que a UFSC já poderia ter retornado com as aulas presenciais – Foto: Instituto MAPA/ND

Os entrevistados também foram questionados em relação aos cursos dependentes de aulas práticas presenciais para a sua conclusão.

Para finalização destes cursos, 71,1% opinaram que as aulas presenciais devem voltar imediatamente, enquanto 22,4% se posicionaram pela espera até o fim da pandemia. Outros 6,6% não souberam responder.

Na visão de 31,1% dos entrevistados a principal responsável pela não retomada das aulas presenciais na UFSC é a própria pandemia.  Em segundo lugar, com 20,8% de citações, os professores seriam os responsáveis.

Outros 13,8% responsabilizaram a reitoria da UFSC, seguido do governo federal com 12%, governo estadual (6,6%) e governo municipal (5%). Outros e não souberam responder somaram 10,8%.

Segundo 59,5% dos entrevistados, o aluno é o mais prejudicado com a falta das aulas presenciais – Foto: Instituto MAPA/NDSegundo 59,5% dos entrevistados, o aluno é o mais prejudicado com a falta das aulas presenciais – Foto: Instituto MAPA/ND

Para 59,5% dos entrevistados os mais prejudicados com a falta das aulas presenciais são os alunos. Outros 15,8% apontaram que a sociedade como um todo é a mais prejudicada. Seguidas por atividades de pesquisa da universidade com 8,4% e a comunidade ao entorno da UFSC, com 6,8%.

Outras alternativas (ninguém, os professores, o comércio, as empresas que começam a ficar sem mão de obra qualificada e os empresários) somaram 7,6%. Não souberam, 2%.

Entre as principais consequências do não retorno das aulas presenciais, as mais graves apontadas dizem respeito ao prejuízo de aprendizagem (49,9%) e atraso na conclusão dos cursos e formatura (19,0%).

Depois vêm evasão e abandono do curso (6,4%), nenhuma 6%, impacto socioeconômico (5,8%), impacto emocional – angustia, depressão, ansiedade e stress (5%), falta de socialização (3%). Outros e não sabe somaram (5%).

Para 31,1% dos entrevistados, a pandemia a principal responsável pelas aulas presenciais ainda não terem sido retomadas na UFSC – Foto: Instituto MAPA/NDPara 31,1% dos entrevistados, a pandemia a principal responsável pelas aulas presenciais ainda não terem sido retomadas na UFSC – Foto: Instituto MAPA/ND

Na pesquisa foram ouvidas 501 pessoas nos dias 30 e 31 de agosto, sendo 52,5% do sexo feminino e 47,5% masculino, por entrevistas telefônicas automatizadas (para números de telefones móveis e fixos), a partir de questionário estruturado para respostas fechadas e únicas, divididas em cinco regiões da Capital catarinense: 37,1% dos entrevistados moram no Centro; 20,6% no Norte da Ilha; 19,6% na região continental; 15,2% no Sul e 7,6% no Leste.

A margem de erro é de 4,4 pontos percentuais para o resultado geral, com índice de confiabilidade de 95%. Os entrevistados responderam a perguntas estimuladas com possibilidade de resposta única para cada pergunta.

Maioria quer retorno das aulas presenciais no Colégio de Aplicação

A pesquisa também quis saber a opinião quanto ao retorno das aulas no Colégio de Aplicação da UFSC – que atende alunos do ensino fundamental e médio. Para 66,9% dos entrevistados as aulas presenciais já deveriam ter retornado, como já acontece na rede estadual.

Outros 15,2% opinaram que as aulas presenciais devem voltar, mas com opção de aulas on-line no caso de os pais assim preferirem. Enquanto 14% se mantêm na escolha de apenas aulas remotas, on-line. Outros 4% não opinaram.

Com funcionamento remoto desde agosto de 2020, o Colégio de Aplicação e o NDI (Núcleo de Desenvolvimento Infantil) da UFSC devem retomar ao ensino em sistema híbrido, com parte dos alunos com aulas presenciais e os demais em formato remoto a partir do dia 20 de setembro, conforme portaria divulgada pela universidade.

As aulas não presenciais nesses dois núcleos da UFSC causaram indignação nos pais, que buscaram órgãos fiscalizadores para fazer cobrança à instituição de ensino.

Eles alegam que as aulas diárias são curtas, a qualidade de ensino remoto diminuiu, crianças estão adoecendo pela falta de convívio com as demais e tendo dificuldade de aprendizado.

Uso político da gestão na pandemia

O posicionamento político da reitoria da UFSC na pandemia foi questionado aos entrevistados na pesquisa. Segundo 49,1%, a gestão da universidade faz sim uso político ao longo da pandemia. Já 23,2% disseram não e 27,7% não souberam responder.

Entrevistados responderam sobre o uso político da gestão da pandemia – Foto: Instituto MAPA/ NDEntrevistados responderam sobre o uso político da gestão da pandemia – Foto: Instituto MAPA/ ND

A pesquisa revelou que desse total que apontou “sim” no uso político da universidade, a maioria é homem (55,5%), na faixa etária de 45 a 59 anos (58,1%) e com nível superior (53,3%). A maior parte que vê proveito político na UFSC está na região continental com 56,1%.

Os entrevistados foram questionados se a UFSC tem hoje uma posição político-ideológica. Para 44,7% o posicionamento é de esquerda, enquanto 20% observam como neutra, ou seja, não tem posicionamento político. Outros 6,8% veem a UFSC como de direita, e 5,4% de centro. Não sabem somou 23,2%.

Os homens (50,8%), na faixa de idade de 45 a 59 anos (55,8%) e nível superior (46,7%), residentes no Continente e Centro, 46,9% e 46,8% respectivamente, foram a maioria que avaliou o posicionamento político da universidade como sendo de esquerda.

No plano de uma avaliação geral da UFSC, a percepção dos entrevistados foi positiva. A universidade foi positivamente avaliada por 42,9% dos pesquisados. Por outro lado, a instituição tem visão negativa para 25,1% e neutra por 20,6%. Não souberam opinar 11,4%.

A UFSC foi mais bem avaliada pelas mulheres (46,4%), na faixa etária de 25 a 44 anos (50%) e com nível médio (43,5%). Os moradores do Centro e entorno foram os que melhor avaliaram a universidade, com 45,7%.

Participe do grupo e receba as principais notícias
de Chapecó e região na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os
termos de uso e privacidade do WhatsApp.
+

Educação

Loading...