MEC nomeia professor André Dala Possa como reitor temporário do IFSC

Decisão pelo segundo colocado na eleição ocorre porque o eleito responde a processo e está provisoriamente impedido

A Setec (Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica), órgão do MEC (Ministério da Educação), decidiu nomear o professor André Dala Possa como reitor temporário do IFSC (Instituto Federal de Santa Catarina). A nomeação pro tempore foi realizada nesta segunda-feira (4)

IFSC tem novo reitor pro tempore – Foto: IFSC/Divulgação/ND

A instituição já estava há mais de dez dias sem reitor, por causa de um impedimento jurídico para a nomeação do eleito, o professor Maurício Gariba Júnior. A consulta à comunidade acadêmica para escolha do reitor e dos 22 diretores-gerais do IFSC ocorreu em 2019 em dois turnos.

André ficou em segundo na eleição e assume a gestão enquanto Gariba responde ao processo administrativo disciplinar que tramita em caráter sigiloso na CGU (Corregedoria-Geral da União).

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A nomeação publicada no Diário Oficial da União anula o ato que designou Lucas Dominguini para o cargo, um professor de Criciúma que não foi candidato. Com isso, o MEC retorna ao contexto do processo eleitoral e aproveita o resultado das urnas que representam as escolhas de alunos e servidores.

O professor André Dala Possa tem 34 anos e é natural de Descanso, Oeste de Santa Catarina. Pesquisador na área de ciências da comunicação, leciona no Centro de Referência de Formação em Educação a Distância do IFSC. Na eleição, André recebeu 4.410 votos no segundo turno. Antes de assumir a reitoria, foi diretor de extensão e pró-reitor de extensão e relações externas na mesma instituição.

“Eu estou assumindo num contexto de crise, com o desafio exclusivo de fazer gestão e manter os serviços públicos como nossa sociedade tem direito”, disse André.

O reitor temporário reforça a excepcionalidade da nomeação e diz que pretende buscar as lideranças internas e externas para tomar as decisões. “Fico até que o processo de nomeação de mandato da eleição seja possível. Estamos em distanciamento social pelo menos até final de maio e precisamos de estratégias imediatas para garantir a manutenção das atividades não presenciais ao maior número possível de estudantes”, avalia.

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