O empoderamento da Geração Z

De espectador a protagonista, saiba a importância de colocar o aluno no papel principal do processo de formação, ensino e aprendizagem

Cada vez mais, os jovens estão se interessando com os acontecimentos do mundo e compreendendo a importância do papel que desempenham na sociedade.

Com todo esse empoderamento juvenil, o ambiente escolar necessita se abrir para mudanças no processo de ensino e aprendizagem  e colocar o aluno como protagonista e responsável pelo próprio desenvolvimento.

Alunas Jenifer Camila Torres de Bonfim e Bianca Isadora Joselli de Sousa, da Escola Munipal Nelson Miranda Coutinho – Foto: Leve Fotografia com Propósito/Divulgação/its TeensAlunas Jenifer Camila Torres de Bonfim e Bianca Isadora Joselli de Sousa, da Escola Munipal Nelson Miranda Coutinho – Foto: Leve Fotografia com Propósito/Divulgação/its Teens

A valorização para as habilidades individuais, a participação ativa nos projetos escolares e a ampliação dos espaços pedagógicos são três de muitos os passos que precisam ser dados para integrar e engajar os estudantes dentro de um ambiente educacional, afinal, eles são o futuro da educação e despertar o senso de pertencimento dentro desse espaço educativo faz parte, também, do papel da escola.

Citado mais de 55 vezes na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o termo protagonismo é visto em todas as frentes de atuação da educação, desde a Educação Infantil ao Ensino Médio, e por isso o assunto é sempre destaque em toda a rede municipal de ensino de Joinville por fazer de um documento que guia e orienta o ensino no Brasil.

Mas vale destacar que colocar o aluno como destaque no ensino não significa invalidar todo o trabalho desenvolvido pelo professor à frente da sala de aula e em todo o processo educacional.

Nesta mudança de estrutura, o papel do professor está em ser facilitador, em que observa e coloca o estudante no centro de todo o projeto e de forma individualizada.

Na Zona Sul de Joinville, o projeto institucional da Escola Municipal Nelson de Miranda Coutinho está voltado totalmente para o aluno. “A minha pergunta é sempre esta: ‘vai ser bom para o aluno? Então, vai ser bom para todo mundo’. A escola é em função deles”, diz Marta Aparecida Bonard, diretora na unidade.

Também na mesma região, na Escola Municipal Professora Lacy Luiza da Cruz Flores, os alunos têm uma série de oportunidades no contraturno escolar com projetos que desenvolvem o protagonismo estudantil com oratória, senso colaborativo, trabalho em equipe, criatividade e em diversas outras frentes de trabalho.

“A pandemia nos restringe de muitas coisas, mas os nossos alunos sempre participaram de tudo que envolve até fora dos muros da escola”, destaca a diretora Celina Aparecida Bertol Lopes.

No planejamento da Secretaria de Educação, todas as ações, projetos e programas são pensados para atender as necessidades do estudante.

“Quando a gente faz para o aluno, a gente tem que ouvir quais são as demandas, os desejos, as sugestões que eles têm. Além de uma visão crítica de coisas que a gente faz, eles podem sugerir coisas que a gente nem pensou, ser coparticipativos nas soluções dessas questões. Mais do que só dar sugestões, esses alunos podem ajudar a viabilizar, a construir, a botar a mão na massa e pensar junto”, comenta Diego Calegari, secretário de Educação.

Mas, na prática, como tornar o aluno protagonista?

Miguel Sousa Martins, da Escola Municipal Professora Lacy Luiza da Cruz Flores – Foto: Leve Fotografia com Propósito/Divulgação/its TeensMiguel Sousa Martins, da Escola Municipal Professora Lacy Luiza da Cruz Flores – Foto: Leve Fotografia com Propósito/Divulgação/its Teens

Para tornar o aluno protagonista do seu próprio processo de aprendizagem, um grande salto no modelo convencional de educação é dado: ao lembrar do modelo padrão de sala de aula restrito ao copiar conteúdos do quadro e o professor ser o único detentor do conhecimento, este formato propõe trazer os estudante para o centro do debate, dando voz e vez e estimulando o pensamento crítico.

“O professor deve partir dos interesses dos alunos, realizando atividades diversificadas, investindo em tecnologias e promovendo atividades em grupo para que haja debates”, pontua Andréa Betina Liebl Guedes, psicóloga na Secretaria de Educação de Joinville.

Na prática, como fazer isso? Veja em cinco passos:

  • Na hora de planejar uma aula, por exemplo, o professor pode buscar recursos que prendam a atenção do aluno e não se limitar apenas ao modelo hierárquico de ensino e aprendizagem. A ideia é despertar a confiança no estudante para espaços de debate em que a visão dele tem espaço para ser apresentada e discutida com respeito.
  • A nivelação no ensino de que o professor ensina, mas o aluno também tem o que acrescentar, só tem a somar na educação que se constrói como uma via de mão dupla.
  • O professor, neste modelo, torna-se um grande guia que conduz e estimula a aprendizagem com uso de novas ferramentas e que contribuem para o conhecimento.
  • O aluno no papel de protagonista desperta diversas habilidades, como autonomia, autoconfiança e a autoestima.
  • Nesta proposta, o aluno assume a liderança do seu crescimento e isso vai refletir na formação integral do cidadão mais preparado para lidar com os conflitos internos e até externos do dia a dia.

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