Luiz Carlos Prates

Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.


Palavras que curam

Quando se fala em cura pensa-se logo em doenças. O remédio são as palavras

Quando se fala em cura pensa-se logo em doenças. Mas a cura pode ser sobre qualquer dos nossos defeitos, afinal, esses defeitos, não raro, são tipos especiais de doenças.

E qual é o mais imediato remédio para as curas dos nossos desvios de conduta, desvios que nos prejudicam gravemente? O remédio são as palavras.

Quando se fala em cura pensa-se logo em doenças. O remédio são as palavras – Foto: PixabayQuando se fala em cura pensa-se logo em doenças. O remédio são as palavras – Foto: Pixabay

Palavras otimistas, “oportunas”. Note que destaquei a palavra “oportunas”. Oportunas porque são ditas na hora certa, à pessoa certa.

Um exemplo bem imediato e desprezado por muitos? Olá, bom dia! Que bom te ver! Como estás elegante! Gostei daquele teu trabalho! Dizer frases desse tipo aos nossos amigos ao encontrá-los será que é tão difícil assim?

– Ah, mas eu não vou mentir! E quem é que está dizendo que é para mentir? E cortesia, simpatia, educação são mentiras? Elevar as pessoas pelo que de bom elas fazem ou vemos nelas as faz mais motivadas e felizes.

Esse comportamento, todavia, é raro em casa, com a família e inexistente nos ambientes de trabalho. Daí que não surpreendem os “burnout”, os desencantos e as depressões.

Quantos maridos dizem às suas companheiras (não gosto da expressão sua mulher, sua mulher coisa nenhuma…), quantos dizem eu te amo, depois de um tempinho de casamento?

Leitora, lhe pago cafezinho até o fim do ano se você me disser que este ano, ou nos últimos 10 anos, recebeu um único e miserável elogio de um “superior hierárquico” na empresa, pago… Recebeu coisa nenhuma.

Ninguém recebe. Quantas vezes jogamos um amigo para cima com palavras agradáveis? Raramente. Mais das vezes, fazemos piadas, piadas de amigos, mas daquelas que mais derrubam que elevam.

E, bem comum, sem que saibamos, a maioria desses amigos ou colegas está num atoleiro horroroso na vida. Não dizem, temos que adivinhar.

Mas se revigoram quando um amigo os joga para cima com palavras agradáveis. Palavras ditas com sinceridades e ouvidas em necessidade produzem todos os milagres, todos.

Veja que falei “milagres”. Não existem milagres que não nos venham de nós mesmos ou que venhamos a produzi-los pelo entusiasmo de ouvir boas palavras de parte de quem nos esteja ao lado. Fala, se queres que te conheça, te conheça no bem ou no mal, mas te conheça. Fala!

Sonsos

Sonsos, bobões da corte, otárias, trouxas mesmo, para não ser mais agressivo, estão saindo sem máscara, expondo-se à morte, e elas além de “esquecer” as máscaras quando estão com os (falsos) amigos, esquecem a outra “máscara”, a camisinha.

Dá nisso que anda por aí, “homens” se danando em tudo e mulheres ainda com sua saúde em risco pelo sexo promíscuo. Ou a garota acha que ele é “limpo”? Pergunte para o HPV, HIV, Sífilis e Covid-19…  Aviso.

Falta dizer

Ontem, ouvi uns caras comentando numa rádio sobre um cantorzinho que, cantando, dizia – “Meus heróis morreram todos de overdose”. Eu imagino os heróis e imagino a vida do tal cantor.

Não sei quem é. Mas hoje é assim, quanto mais rasteiro o “herói”, mais popular ele é. Na política então… “Dose” é para estúpidos, imagine a overdose…